Opinião

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Cúpula do Mercosul pode ser decisiva para o bloco

Cúpula do Mercosul pode ser decisiva para o bloco

No dia 19 de janeiro, os presidentes dos países que integram o Mercosul se reúnem no Rio de Janeiro e um dos desafios é fazer com que o bloco avance.

No início do mês, os chanceleres e ministros de Economia do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela participaram da 31ª Reunião do Conselho Mercado Comum, em Brasília. Eles buscam soluções para as assimetrias que separam os mais ricos dos mais pobres.

De acordo com o Itamaraty, o Brasil pode flexibilizar as regras e os impostos de importação para que as economias do Paraguai e Uruguai sejam impulsionadas. Além disso, o Brasil pode ainda eliminar a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum para esses países.

Enquanto a Argentina ainda não analisou as propostas, Celso Amorim revelou que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, foi receptivo às concessões aos países menores do Mercosul.

Em janeiro, os presidentes também poderão aprovar a integração das cadeias produtivas como forma de reduzir as assimetrias do bloco.

Crise Argentina – Uruguai

Depois de muita polêmica, a construção das fábricas de celulose da Empresa Nacional Celulosa Espanha (Ence) e da finlandesa Botnia, deverá integrar a agenda dos presidentes.

Argentina e Uruguai levaram a crise para o Tribunal da Haia e acusam o Brasil de não ter oferecido a devida mediação para a crise. O conflito é mediado pelo rei Juan Carlos, da Espanha.

Diante do impasse, o Uruguai chegou a ameaçar abandonar o Mercosul. Em Brasília, o chanceler Reinaldo Gargano não escondeu a irritação, mas garantiu que o Uruguai não pensa em trocar o Mercosul por um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.

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