Opinião

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Decisão sobre caça para a FAB pode ser adiada

Decisão sobre caça para a FAB pode ser adiada

Nesta sexta-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou no Rio de Janeiro, que o governo poderá dar mais prazo às empresas que disputam a licitação da Força Aérea Brasileira no âmbito do Programa FX2.

Depois de anunciar a preferência pelo caça Rafale, da França, o governo recuou pressionado pela Aeronáutica. Jobim foi ao Senado Federal e praticamente não acrescentou novidade alguma ao processo.

O negócio com a França só não sai se eles não cumprirem o que prometeram na madrugada de 7 de setembro num hotel de Brasília.

As chances do F18 e do Gripen são quase nulas.

Os Estados Unidos não convenceram em momento algum com sua proposta de transferência de tecnologia e os suecos da SAAB já oferecem o Gripen a preço de banana – dois pelo preço de um.

Se é certo que um equipamento muito caro assusta, também é correto deduzir que algo muito barato não presta!

Além disso, o Gripen tem motor norte-americano e o  Brasil quer um avião que possa produzir depois e vender para quem quiser.

Os Estados Unidos possuem um histórico tão negativo quanto contundente em relação a embargos comerciais. Se vetaram a venda do Super Tucano para a Venezuela, porque fariam diferente agora?

O certo é que cada modelo tem seus prós e seus contras.

E não adianta dizer que a decisão agora será meramente técnica.

A opção do Brasil será política e irá além da compra de um avião para a Força Aérea.

O país quer uma aliança estratégica que lhe ajude a reduzir ainda mais a dependência dos Estados Unidos sem contudo, ser visto como uma nação anti-americana.

A França cai como uma luva.

E os franceses querem vender para a África onde são odiados. O farão através do Brasil.

Marcelo Rech, 38, é jornalista com pós-graduação em Relações Internacionais e especialização em Estratégias e Políticas de Defesa. Correio eletrônico: inforel@inforel.org

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