Relações Exteriores

EADS/Casa
02/05/2005
IREL/UnB
03/05/2005

América do Sul

Declarações do ministro Celso Amorim sobre a Argentina

Boa tarde a todos. Terei encontro hoje com o Representante comercial americano. Amanhã, terei encontro do G-20, almoço organizado pela União Européia e, à tarde, reunião dos FIPs.

No dia seguinte, reunião da OCDE propriamente dita, seguida de reunião mini-ministerial e, à noite, um pequeno grupo que se reúne para efeitos gerenciais. Há um pedido do Ministro da China, que estamos tentando conciliar dentro desses horários, outro do Japão. Vamos tentar conciliá-los dentro dos horários disponíveis.

Argentina

Pergunta – O Clarin de hoje diz que o Presidente Kirchner está cansado dos obstáculos criados pelo Brasil…

Amorim – A única notícia sobre a Argentina que eu li hoje foi a confirmação da ida do Presidente Kirchner à Cúpula dos países árabes. Achei muito positiva. O Presidente Kirchner é citado no Clarin?

Jornalistas РṆo.

Amorim – Então vamos deixar de especulação. […] Temos tido uma relação muito boa com a Argentina. Acho que há momentos em que podemos até ter abordagens diferentes em relação a determinados temas.

Mas, no essencial, têm sido muito semelhantes, em particular nas negociações comerciais, que é o tema da minha vinda a Paris; as posições são muito semelhantes, têm sido muito bem coordenadas, de modo que não vejo essas coisas com muita preocupação.

[…] O que nós sabemos é que apoiamos as causas argentinas. Por exemplo, causou-nos incômodo ver um mapa da União Européia que colocou as Malvinas como parte da UE. Vamos ver como a América do Sul como um todo poderá reagir a isto. Sempre buscamos uma solução pacífica para a questão. De modo que nós vemos muito mais pontos de contato do que pontos de atrito.

Pergunta – Sobre o Brasil querer assumir um papel de liderança na América do Sul…

Amorim – O Brasil não pretende assumir nenhum papel de liderança. O Brasil não pode deixar de fazer as coisas que tem de fazer, no interesse dele, Brasil, sem ofender ninguém, e no interesse da própria região, dos países da América do Sul.

Tudo tem de ser feito em estreita consulta com a Argentina e com outros países sul-americanos. Acho que há muita fumaça em tudo isso…
No caso das relações Brasil-Argentina, há muita matéria para a mídia, mas nada que nos preocupe.

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