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Defesa afirma que Rússia, França e Israel querem parceria para lançar satélites em Alcântara

Brasília – O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta quarta-feira, 31, em São Paulo, que pelos menos três países – além dos Estados Unidos- estão interessados em utilizar a Base de Alcântara para lançamentos de satélites de última tecnologia. Após participar do Fórum de Investimentos Brasil 2017, Jungmann revelou que a Rússia, França e Israel manifestaram interesse, e que uma delegação francesa já visitou a base. Rússia e Israel foram convidados a fazer uma visita, disse o ministro. “São apenas alguns, entre outros que se interessaram, como a Embraer”, afirmou.

Para viabilizar a participação de outros países, o ministério da Defesa retirou o acordo de cooperação com os Estados Unidos que estava parado na Câmara dos Deputados desde 2002. A retirada do texto era necessária para a negociação de um novo acordo. “Aquele acordo se destinava aos Estados Unidos, mas não quer dizer que outros países não irão participar, então a minuta foi rediscutida. Tudo foi revisado pelos ministérios envolvidos e levado para discussão com os parceiros externos”, explicou.

Além disso, o ministério pediu à Casa Civil a discussão da questão quilombola na região onde a base está localizada para eventualmente alocar um número maior de plataformas de lançamento. A área original de 60 mil hectares da Base de Alcântara foi reduzida para 8 mil hectares após a desapropriação de boa parte do terreno para comunidades quilombolas. “Pedimos mais 12 mil hectares, e isso já está em negociação com o Ministério Público e as comunidades. Se conseguirmos, será possível termos plataformas de lançamento para acomodar cinco a seis países”, assegurou o ministro.

Segundo ele, o ministério da Defesa também propôs uma reformulação na governança do projeto. “Alcântara está absolutamente pronto e é um projeto estratégico para o governo, mas os papéis não estavam muito claros, sobretudo a coordenação”, disse. Nessa reformulação, a política brasileira para o espaço será coordenada em nível ministerial por um Conselho Nacional do Espaço, integrado por um comitê executivo que administrará os projetos, entre eles o de Alcântara.

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