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Defesa Nacional

Defesa aprova Política Nacional da Indústria de Defesa

A edição desta quarta-feira, do Diário Oficial da União, publica a Portaria nº 899, do ministério da Defesa, que dispõe sobre a nova Política Nacional da Indústria de Defesa. O objetivo da medida é recuperar as empresas que produziram equipamentos para as Forças Armadas brasileiras entre os anos de 1970 e 1980.

Além disso, o Brasil pretende voltar a ser um importante exportador de produtos bélicos. Na década de 1980, o país figurou entre os oito principais exportadores desse tipo de material.

Segundo Expedito Carlos Stephani Bastos, especialista em temas militares e editor do sítio sobre Defesa, da Universidade Federal de Juiz de Fora [MG] [www.ufjf.edu.br/defesa], “esta tão esperada política chega com um grande atraso para o país, mas é um passo importante para tentar salvar os remanescentes de uma promissora indústria cujo ápice ocorreu nos anos 70 e 80, culminando com a sua quase extinção nos 90, fruto da pouca visão estratégica por parte do governo e dos nossos políticos”.

Para o professor Expedito, o maior desafio será conduzir os rumos da Indústria de Material Bélico [IMBEL] que atravessa sua pior crise desde que foi criada em 1977, incorporando todas as unidades fabris do Exército e a forma como será feita a injeção de recursos para dar fôlego às empresas sobreviventes, com compras garantidas pelas Forças Armadas.

Ele entende que as Forças Armadas brasileiras precisam estimular e garantir um determinado número de aquisições que justifiquem o investimento em pesquisas e desenvolvimento de itens importantes para uma área tão vital que é a Defesa.

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