Brasília, 21 de novembro de 2018 - 09h07

Defesa e Relações Exteriores: prioridades e import

11 de abril de 2011
por: InfoRel
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Marcelo Rech



 



No domingo, 10, a presidente Dilma Rousseff completou 100 dias de governo e mais do mesmo, milhares de análises se multiplicaram na imprensa como se de fato esse período fosse relevante em termos de ações concretas.



 



Herdeira dos oito anos de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma assumiu com o desafio de imprimir sua própria marca apesar da pouquíssima experiência política.



 



Lula continua lutando bravamente para se manter na mídia e para isso, conta com a benevolência daqueles que confundem interesse público com disse-me-disse.



 



A presidente apareceu pouco. Falou pouco.



Mais discreta, passa a imagem da gestora que cobra resultados.



 



Pode estar apenas exercitando sua capacidade para pôr em ordem uma casa que o antecessor deixou arrombada.



 



Não teria de cortar quase R$ 60 bilhões se algo não estivesse errado.



 



Depois da faxina, Lula poderia voltar em 2014 “nos braços do povo” como sonha.



 



Mas, Dilma não pode usar o governo anterior como desculpa como fez Lula em relação ao tucanato de Fernando Henrique.



 



Ainda assim, assumiu com um discurso muito parecido de combate à fome e à pobreza. E manteve no entorno do Palácio influências antigas: Sarney, Renan, Collor.



 



Nos campos da Defesa e das Relações Exteriores, Dilma mostra contradições.



 



Ao manter o ministro Nelson Jobim que trabalhou contra ela nas eleições presidenciais e que agora tenta aproximá-la de seu candidato, José Serra, a presidente fez um agrado ao ex-líder Lula.



 



Dilma esvaziou a Defesa para ver se Jobim se mancava e caía fora. Fez o convite convencida que o ministro não aceitaria.



 



Ocorre que Nelson Jobim tem lá suas ambições políticas. Melhor que nada ocupar um ministério.



 



Também ao manter os três comandantes militares, a presidente envia uma mensagem clara: Defesa não é prioridade.



 



Se fosse, escolheria a dedo seus homens de confiança.



 



O próprio general Elito cavou, segundo colegas de farda, sua vaguinha no Planalto.



 



Por muito pouco não entrou para a história como o mais rápido ministro demitido. Teve de curvar-se a ex-guerrilheira e desculpar-se para não sair pela porta dos fundos do Planalto.



 



Tudo por conta da defesa que fez do regime militar e dos mortos da ditadura.



 



Nelson Jobim mostra-se mais inteligente.



 



Perdeu a Infraero, o controle da aviação civil e mais de R$ 4 bilhões de seu orçamento sem reclamar. Pelo menos em público.



 



Não deve emplacar 2012 no cargo. Ele próprio sabe disso.



 



Em tempo: agarrou-se ao cargo também em função da campanha pró-Rafale.



 



Terá de explicar-se no Congresso.



 



Deputados e senadores têm recebido muitas queixas de militares sobre a conduta do ministro em favor dos franceses na escolha do caça para a FAB.



 



Até mesmo John McCain, senador republicano que esteve com o ministro e a presidente Dilma, reclamou.



 



E entregou um documento farto em informações acerca do processo.



 



Nas Relações Exteriores, a presidente escolheu chanceler um diplomata jovem e que parece disposto a trocar holofotes por resultados práticos.



 



Antonio Patriota foi um achado para Dilma. Principalmente depois que Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia decidiram impor uma política externa petista.



 



Aliás, Marco Aurélio Garcia é um dos mais amuados do governo.



 



Já não manda mais. Perdeu o poder que tinha como “chanceler paralelo”.



 



Marcelo Rech é o Editor do InfoRel. E-mail: inforel@inforel.org.

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