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Assunto Estratégico

Defesa não abre mão da contra-inteligência

Brasília – O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou em audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, que o Brasil não pode abrir mão da contra-inteligência, ainda que os manuais militares sobre o assunto tenham de passar por atualização. Esses documentos são classificados como reservados e isso não muda.

“Necessitamos de contra-inteligência para combater possíveis atos de espionagem. Costumamos nos subestimar, mas temos desenvolvimentos científico-tecnológicos que interessam a outros países, como as centrífugas de produção de urânio enriquecido de Aramar, de concepção inteiramente nacional”, destacou.

Celso Amorim admitiu que o Manual de Campanha do Exército contém termos inadequados, mas deixou claro que esse papel continuará sendo exercido pelas Forças Armadas. Ele deixou claro que os militares não praticam bisbilhotagem.

Na avaliação do ministro, o Brasil não pode prescindir de um serviço de contra-inteligência, sobretudo quando riquezas estratégicas são descobertas e estão em jogo. Didaticamente, Amorim explicou que essa atividade é praticada por todos os países.

Segundo, ele, “vivemos em um mundo multipolar em que os grandes países têm de estar preparados para proteger suas riquezas. Ninguém pode ter dúvida sobre a necessidade da contra-inteligência. O Brasil é um país grande e tem que se defender”, concluiu.

Análise da Notícia

Em outubro, a revista Carta Capital tentou reinventar a roda ao apresentar ao país o que, na sua visão editorial de esquerda, trata-se de um escândalo: o Exército brasileiro possui um Manual de Campanha – Contra-inteligência.

A instituição que tem o papel constitucional de defender a pátria possui uma doutrina para neutralizar possíveis ameaças externas. Esse é o absurdo publicado para se vender revistas e estimular o proselitismo político.

No entanto, o pano de fundo não é o Exército. O objetivo a ser atingindo é Fernando Collor de Mello (PTB-AL), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

E não tem nada a ver com a instituição militar em si. A defesa feita pelo senador em torno do sigilo de documentos classificados é a semente da discórdia.

Como a imprensa em geral depende de escândalos para faturar, a abertura indiscriminada dos arquivos do Estado são um prato cheio. Não se trata de uma briga por mais liberdade de expressão.

A revista quis acertar num alvo mirando em outro. Collor ganhou ainda mais a antipatia daqueles que se julgam senhores da razão. E os militares que cumprem como poucos a missão de proteger e defender o país estão pagando o pato.

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