Brasília, 12 de julho de 2020 - 09h45
Defesa quer consolidar base industrial no enfrentamento à Covid-19

Defesa quer consolidar base industrial no enfrentamento à Covid-19

14 de maio de 2020 - 17:51:44
por: Marcelo Rech
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Brasília – A integração das ações da indústria às iniciativas do Ministério da Defesa é fundamental no enfrentamento ao coronavírus no Brasil. Por isso, o Ministério da Defesa está intensificando o cadastramento de novas indústrias que podem fornecer equipamentos para auxiliar no combate ao vírus. As ações visam fortalecer a Base Industrial de Defesa, explicou o Secretário de Produtos de Defesa, Marcos Degaut, que participou na terça-feira, 12, de um debate por videoconferência promovido pelo Comitê da Indústria de Defesa (Comdefesa), da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina.

Na oportunidade, Degaut destacou as principais ações do Ministério da Defesa e afirmou que para cada real investido na economia de defesa, o retorno para o país é de R$ 9,80. “Um estudo elaborado pela CNI, com suporte do Ministério da Defesa, mostra ainda que neste momento de pandemia cada real investido na retomada da economia gera um efeito multiplicador chegando a R$ 48, ou seja, não estamos em condições normais, mas em situação de crise, uma crise de saúde que tem repercussão evidente na esfera econômica”, explicou.

“Precisamos ter uma base industrial cada vez mais completa e as oportunidades de negócios são praticamente diárias. Precisamos que as empresas se habilitem para participar dos processos que são divulgados no Diário Oficial da União e no Portal de Compras do Governo Federal”, reforçou.

Segundo ele, “estamos atuando na autorização para a indústria química produzir álcool em gel, na flexibilização das exigências contratuais, na priorização de aquisições nacionais pelas Forças Armadas e na implementação de medidas de biossegurança em aeroportos, hospitais e locais públicos”, enumerou. Degaut adiantou ainda que o Ministério está buscando incluir empresas do setor de saúde, segurança e logística para que possam ser beneficiadas com isenções tributárias quando estabelecerem negócios com as Forças Armadas.

Neste momento, são mais de 675 produtos cadastrados no portal de compras. “Também temos atuado em campanhas de conscientização junto à população, no apoio aos órgãos de saúde e na capacitação de profissionais para a descontaminação dos ambientes.  Os laboratórios das Forças Armadas estão produzindo álcool em gel e cloroquina. Temos ações de repatriação de brasileiros que estão no exterior e missões aéreas de apoio logístico para o transporte de insumos a todas as regiões do Brasil. Além disso, trabalhamos na solução de gargalos logísticos na importação de suprimentos e insumos essenciais ao combate à Covid-19”, afirmou.

O presidente do Comdefesa, Cesar Olsen, destacou que as empresas vêm executando planos de contingência específicos para resistir à crise. “Santa Catarina tem um empresariado engajado. A escola de aviação, por exemplo, tem feito a entrega de produtos em áreas remotas com o apoio das empresas. Vamos ser um exemplo de recuperação econômica, estamos de manga arregaçada para que as empresas se esforcem para manter seus times, pois nosso estado sempre se destacou”, afirmou.