Defesa

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Orçamento militar

Defesa quer continuidade nos recursos para as Forças Armadas

Brasília – A sociedade e o Congresso Nacional precisam urgentemente entender a importância das Forças Armadas. A afirmação é do ministro da Defesa, Celso Amorim, que cobrou no Legislativo, um orçamento estável e contínuo para manter as capacidades dos militares na defesa das riquezas do país.

Em audiência na Câmara dos Deputados, Amorim lembrou que a garantia das riquezas do Brasil passa por uma estrutura de Defesa forte. Ele citou as reservas de petróleo, a biodiversidade amazônica e a produção de alimentos como elementos que estimulam a cobiça estrangeira.

“Nossa estratégia passa pela construção de um cinturão de paz e boa vontade na América do Sul e de dissuasão para fora do continente. Hoje, estamos fora dos eixos de conflito, mas não posso garantir que isso ocorra no futuro. Não é como nos tempos da Guerra Fria, em que escolhíamos um dos lados para garantir nossa segurança global. Vivemos uma ordem multipolar, onde as ameaças são multifacetadas e podem vir de variadas direções”, explicou.

Na avaliação do ministro, os problemas da Defesa poderiam ser minimizados significativamente se a sociedade e o Congresso entendessem melhor a importância das Forças Armadas. Amorim comparou os investimentos feitos em Defesa a um seguro de vida: nunca se sabe quando se vai precisar usar.

“Convoquei uma grande reunião com as Forças Armadas, a ser realizada no início de dezembro, para ter uma visão integrada das carências que precisam ser supridas prioritariamente. A questão do reequipamento não pode ser tratada de forma isolada”, afirmou.

Celso Amorim lembrou que o Brasil tem a segunda maior fronteira do mundo com pouco mais de 17 mil km, inferior apenas à da Rússia. Além disso, o litoral brasileiro tem mais 5 mil km. “Por isso, temos de dar continuidade aos programas. Quando uma estrada é interrompida, você pode reiniciá-la de onde parou. O mesmo não ocorre durante a paralisação de um projeto de alta tecnologia”, advertiu.

Em relação ao Programa FX2, Celso Amorim afirmou que “os jatos continuam no radar. Há plena consciência de que são necessários, mas temos que aprofundar a discussão na questão dos custos e da transferência de tecnologia.”

Para o ministro, “a transferência de tecnologia não se resume ao repasse. Precisamos ter capacidade de absorvê-la, mantê-la e desenvolvê-la para que, no futuro, não tenhamos de adquiri-la novamente.”

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