Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 21h50

Riscos e Ameaças

08 de agosto de 2015
por: InfoRel
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Brasília – Nesta sexta-feira, 7, o ministério da Defesa, em conjunto com as Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), apresentou a estratégia que será utilizada para a Segurança dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e o legado em aparelhos, instalações e centros de treinamentos esportivos, que ficarão após o evento, para uso da sociedade. A informação foi divulgada pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do MD, general José Carlos De Nardi.



De acordo com o general De Nardi, o legado ainda inclui a preparação e a formação de atletas, que por meio de federações esportivas, poderão utilizar das modernas instalações dos centros de treinamento da Marinha (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes - CEFAN), do Exército (Centro de Capacitação Física do Exército e Fortaleza de São João e Complexo Esportivo de Deodoro) e da Aeronáutica (Universidade da Força Aérea - UNIFA).



De Nardi explicou que “a Defesa, nos Jogos Olímpicos, atuará em duas vertentes: coordenação da segurança do evento e na preparação e treinamento de atletas”, disse o chefe do EMCFA. Ainda segundo ele, ao longo dos últimos três anos estão sendo investidos cerca de R$ 580 milhões, em ações de defesa marítima, fluvial, aeroespacial, aeroportuária, proteção de estruturas estratégicas, defesa cibernética, fiscalização de explosivos, além de atividades em defesa química, biológica, radiológica e nuclear, entre outras.



Deste total, R$ 106 milhões serão utilizados em 2016. O general reconheceu que talvez sejam necessário mais R$ 70 milhões para custeio (movimentação de tropas, transporte e logística).



Já o chefe da Assessoria Especial de Grandes Eventos (AEGE) do MD, general Luiz Felipe Linhares Gomes, detalhou o planejamento de defesa para os Jogos Olímpicos. Ele explicou que das ações de defesa já previstas, o plano inclui a segurança dos locais de realização das competições no Rio de Janeiro e das outras cidades que receberão os jogos de futebol (Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Manaus).



Linhares destacou ainda que o planejamento está sendo finalizado no Plano Estratégico de Segurança Integrada (PESI), que envolve os ministérios da Defesa, Justiça, Casa Civil e Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. “A nossa intenção é entregar à sociedade um ambiente seguro e pacífico”, afirmou.



Segundo o general, o plano de governança inclui níveis de coordenação, que envolve o mais elevado hierarquicamente (político)  até o operativo.  “No topo, encontra-se o Conselho Público Olímpico e o Comitê Executivo de Segurança Integrada”, completa. A estrutura do emprego militar para os Jogos inclui uma coordenação geral de Defesa para o Rio de Janeiro nas instalações esportivas de Deodoro e Barra, a cargo do Exército, e em Copacabana, sob a responsabilidade da Marinha.



Há cinco comandos regionais nas “cidades futebol” e outros cinco comandos nacionais com ações centralizadas sobre temas específicos: defesas cibernética, aeroespacial e aeroportuária, prevenção e combate ao terrorismo, fiscalização de explosivos e logística militar.



No total, cerca de 38 militares das Forças Armadas devem atuar durante os Jogos. Apenas no Rio de Janeiro serão utilizados 20 mil homens. O plano integrado de segurança possui ações como segurança de dignitários, segurança de rotas protocolares, apronto operacional, além da utilização de comando e controle móvel e centros de operações.



O general revelou ainda que a Defesa está aproveitando os eventos testes esportivos previstos para acontecer até maio de 2016 para aperfeiçoar o emprego e a atuação das Forças Armadas.


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