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Gás Natural

Dependência mútua força Brasil e Bolívia a garantirem o suprimento

O vice-presidente da Bolívia, Álvaro Garcia Linera, está no Brasil. Ele veio garantir o suprimento de gás natural importado pelo Brasil e agradecer o apoio do país à Bolívia, que desde novembro é assolada por fortes chuvas e inundações.

Linera é considerado um moderado que está mais alinhado com o petismo brasileiro do que com os indígenas do seu país, base política do presidente Evo Morales.

Em Brasília, o vice-presidente assegurou ainda que os contratos serão cumpridos e que o Brasil não corre risco de desabastecimento. Ele disse também que o Brasil não precisa importar mais gás, uma vez que a atual quantidade é suficiente para suprir a demanda interna.

O boliviano informou que no final do mês, Lula, Evo Morales e Cristina de Kirchner, devem se encontrar para tratar de novos acordos energéticos, em Buenos Aires, na Argentina.

Ele reconheceu que nos meses de junho, julho e agosto, quando o frio é mais intenso no Brasil e na Argentina, esses países aumentam a demanda por gás. No entanto, preferiu não garantir aumento das quantidades exportadas. Segundo Linera, “esse é um assunto para ser tratado pelos presidentes”.

O Brasil importa entre 27 e 29 milhões de metros cúbicos de gás todos os meses e a capacidade máxima do gasoduto Brasil-Bolívia é de 32 milhões de metros cúbicos diários.

Enquanto isso, a Argentina importa da Bolívia entre 2,5 e 3 milhões de metros cúbicos por dia. Os bolivianos pretendem aumentar esse fornecimento em dois anos, para 27 milhões de metros cúbicos.

O certo é que há uma dependência mútua em relação ao gás, principal produto de exportação da Bolívia e uma necessidade prioritária para o Brasil que não investiu o que deveria na produção do suprimento.

Álvaro Garcia Linera esteve em Brasília onde se reuniu com o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia e o presidente Lula. Antes de partir para o Rio de Janeiro onde tem encontros com executivos da Petrobras nesta quinta-feira, proferiu palestra no Instituto Rio Branco (IRB).

Integração

O vice-presidente da Bolívia, Álvaro Garcia Linera, pediu US$ 400 milhões para concluir as obras nos 500 quilômetros da rodovia que liga o centro do país ao município de Cobija, na fronteira com o Acre.

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