Brasília, 15 de outubro de 2018 - 21H44

Segurança Regional

15 de maro de 2005
por: InfoRel
O governo da Venezuela acaba de comprar 55 aviões de caça MiG 29, da Rússia, além de fuzis e metralhadoras; helicópteros e carros de combate. Agora, é a Colômbia que vai reforçar suas Forças Armadas, sobretudo a Força Aérea, com a compra de 20 aviões de combate.

O governo colombiano investirá cerca de US$ 234 milhões, segundo afirmou o ministro da Defesa daquele paà­s, Jorge Alberto Uribe, falando para representantes de 21 empresas dos setores aeronáutico e militar.

O objetivo da Força Aérea Colombiana é reforçar o apoio aéreo das forças de infantaria que combatem as guerrilhas e os cartéis de nacotraficantes. Os atuais aviões são considerados obsoletos e seus custos de manutenção muito elevados.

De acordo com Uribe, “o objetivo geral é dinamizar as operações da Força Aérea, com aeronaves dotadas de tecnologia de ponta e armamento eficaz que permitirão um efetivo apoio à s forças terrestres e nas operações de interdição para reduzir a capacidade dos grupos que atuam à  margem da lei”.

Segundo informou, os 20 aviões de combatem integram uma primeira parte de um pacote de US$ 540 milhões para modernizar completamente a Força Aérea Colombiana.

O general Jorge Ballesteros, comandante da FAC, assegurou que os aviões que participarão da licitação deverão ser de última geração, equipados para cumprirem missões dia e noite, acompanhados de peças de reposição e programas de capacitação para os pilotos colombianos.

Na audiência desta terça-feira em Bogotá, estiveram presentes 21 representantes de empresas fabricantes de aviões, entre elas, a Embraer do Brasil, Lockheed Martin, dos Estados Unidos e companhias da Suà­ça, China, Itália e República Checa. O Super Tucano BEM-314 da Embraer, o T-6 dos Estados Unidos e o Pilatus pC-0 da Suà­ça, estão entre os preferidos pelos pilotos colombianos.

A escolha deverá dar-se até junho, uma vez que a FAC quer fechar o contrato em julho. Os aviões escolhidos começariam a ser entregues em um ou dois anos. No momento, a FAC conta com aviões de combate Mirage francês, Kfir israelense, Tucanos T-27, brasileiros, e A-37 e OV-10, norte-americanos.

Há cerca de dois anos, a FAC tentou comprar um lote de Super Tucanos, mas os Estados Unidos atravessaram o negócio, ameaçando retirar recursos do Plano Colômbia, se os aviões não fossem comprados de empresas norte-americanas. Desta vez, há uma expectativa grande pelos aviões brasileiros.

No dia 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já ofereceu aviões da Embraer à  Venezuela, tem encontro em São Gabriel da Cachoeira [AM], com os colegas àlvaro Uribe, Hugo Chávez e o primeiro-ministro espanhol, José Luiz Rodriguez Zapateiro, que estará visitando Colômbia e Venezuela.

Eles devem tratar de temas energéticos, integração e segurança regional. É possà­vel que Lula reforce a imagem da Embraer junto ao governo da Colômbia para garantir o negócio.

Enquanto isso, nenhuma novidade em relação aos caças para a Força Aérea Brasileira. Depois de encerrar a licitação do programa FX, governo não sabe que decisão tomará até dezembro quando os Mirages deixam de operar desde a Base Aérea de Anápolis.

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