Brasília, 18 de novembro de 2018 - 11h25

Patrulha Marítima

12 de abril de 2005
por: InfoRel
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O deputado Marcelo Ortiz [PV-SP], presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Aeronáutica, terá encontro com o ministro da Defesa, José Alencar, nesta quarta-feira, quando vai tentar convencê-lo a desistir da compra dos aviões P-3 A Orion, adquiridos dos Estados Unidos e que serão revitalizados pela empresa EADS/Casa.

Segundo Marcelo Ortiz, a melhor opção para a patrulha marà­tima está no modelo P-99 E da Embraer. Segundo ele, é inadmissà­vel que o paà­s gaste US$ 326 milhões com a reforma de oito aviões. Ortiz disse que os P-3 são idênticos ao antigo Electra, um avião turbo-hélice da década de 1960.

Ele lembrou que a compra e revitalização desses aviões é reprovada pela a Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, justamente porque a Embraer teria um modelo mais adequado e barato.

“Este avião [P-99 E] é novo, é zero quilômetro, sem vôo e vão custar ainda, neste bloco de oito aviões, US$ 32 milhões a menos. Como admitir que gastemos US$ 326 milhões com a revitalização de aviões?”, questiona o deputado.

Marcelo Ortiz revelou também que as asas desses aviões não serão revitalizadas porque suas longarinas não serão trocadas, o que lhes dará uma vida útil de no máximo dez anos. Segundo ele, “trocadas as longarinas, poderão durar de 12 a 14 anos”.

Ele discutiu o assunto com o Brigadeiro Aprà­gio Moura Azevedo, responsável na Aeronáutica, pelo processo de compra dos P-3. Segundo relato do parlamentar, o brigadeiro teria informado que a vida útil desses aviões é de 20 anos.

“Mas, mesmo que tivessem 20 anos de vida, seria a metade do que os aviões fabricados pela Embraer. E não só a metade da vida útil, mas pelo preço de US$ 32 milhões de dólares a menos, o que significa que os aviões, na comparação com o modelo da Embraer, o P-99, custarão, na relação de um para outro, o dobro do valor de US$ 326 milhões de dólares. Um avião da Embraer vai durar 40 anos. É tão lógico isso. É tão claro, que é inadmissà­vel que o paà­s não tome uma providência”, afirmou Ortiz.

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