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16/03/2016
Política
16/03/2016

Política

Deputados chavistas se reúnem na Bolívia com diplomatas latino-americanos, China, Rússia e Irã

Brasília – Para discutir a crise enfrentada pelos chamados “governos progressistas”, os deputados chavistas Yul Jabour e Jorge Pérez, estão em La Paz onde se reuniram nesta quinta-feira, 10, com o grupo de embaixadores latino-americanos, mais os chefes das missões da China, Rússia e Irã naquele país. Eles buscam apoio regional e internacional para frear os efeitos da lei de anistia aos presos políticos na Venezuela. De acordo com o relato oferecido, a implementação da medida irá fortalecer o processo de desestabilização da Venezuela.

Para o deputado Jabour, “não se pode permitir que uma lei deste tipo e caráter, sob nenhuma circunstância porque atenta diretamente contra o sistema legal que existe na Venezuela, além de mostrar o desconhecimento que há de nossas instituições”. Ele explicou ainda que os presos estão relacionados com as denominadas “Guarimbas”, classificadas como atos terroristas e desestabilizadores patrocinados pela oposição e que terminaram com a morte de mais de 40 pessoas, há cerca de dois anos.

“Crimes que se pretende sejam esquecidos, amparados na mencionada lei, criando as condições necessárias de ingovernabilidade e insubordinação no país para posteriormente respaldar uma intervenção estrangeira, que não tem outro objetivo que acabar com os anos de conquistas da Revolução Bolivariana e apoderar-se dos nossos recursos estratégicos”, explicou o deputado.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Bolívia, Juan Carlos Alurralde, também presente na reunião, manifestou sua preocupação com a situação venezuelana e afirmou que “o mesmo ocorre em outros países da região”. “Se a lei de anistia vigorar na Venezuela, seria um precedente muito negativo que poderia alterar o direito internacional. É necessário discutir e que se conheçam as projeções na região, dentro de um contexto internacional mais profundo”, defendeu.

A embaixadora da Venezuela na Bolívia, Crisbeyle González afirmou que os ataques ao país fazem parte de um plano armado pelos Estados Unidos para quem a Venezuela é um país-chave, não apenas pelo seu petróleo, mas também pelo papel que joga na liderança da integração regional.

Ela e o vice-ministro boliviano acreditam ainda que a direita nacional e internacional estão acelerando um golpe violento a médio prazo, naquele país e em outros da região.

UNASUL pede respeito à dignidade e à defesa do ex-presidente Lula

Depois do governo cubano, agora é a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) que pede respeito à dignidade e à defesa do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, depois que o ministério Público de São Paulo pediu a sua prisão preventiva. O Secretário-Geral do bloco, Ernesto Samper Pizano, escreveu afirmou que “a UNASUL reitera o seu chamado ao respeito e à dignidade e o direito à legítima defesa do ex-presidente Lula”.

Na semana passada, Samper também havia solicitado “garantias ao devido processo, particularmente com relação à intimidade de Lula para a sua defesa”. O Secretário-Geral da UNASUL lembra que essa preocupação move diversos setores também no Brasil, como o advogado Cristiano Zanin Martins, para quem “há uma intenção deliberada de prejudicar a imagem do ex-presidente numa tentativa de desacreditá-lo para impedir uma eventual reeleição presidencial”.

O presidente equatoriano Rafael Correa é outro que considerou a condução coercitiva de Lula, na semana passada, “uma clara mostra das estratégias que utilizam os setores de direita na região, de desprestigiar os líderes de esquerda para pôr fim às mudanças que implementam na América Latina nos últimos anos”.

Em Madri, o ex-primeiro-ministro espanhol, o socialista Felipe González, também criticou a detenção de Lula e afirmou que o Brasil corre o risco de ser governado por juízes.

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