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26/09/2007
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26/09/2007

Deputados vão investigar situação dos boxeadores

Deputados vão investigar situação dos boxeadores

Há cerca de duas semanas, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, aprovou por unanimidade, requerimento do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), solicitando o envio de uma comitiva de deputados à Havana com o objetivo de investigar a situação dos boxeadores que desertaram durante os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro.

Nesta quarta-feira, ficou decidido que um grupo de parlamentares vai negociar com a embaixada de Cuba em Brasília, uma viagem que pode incluir outros pontos das relações bilaterais, como um encontro com os brasileiros que estudam medicina no país.

Raul Jungmann justificou que “não se pretende investigar como Cuba trata os seus nacionais, mas como o Brasil atuou neste episódio. Queremos ouvir dos atletas o que aconteceu desde o momento em que foram encontrados até a deportação”.

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional recebeu informações do Itamaraty em que o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães relata as gestões feitas pela embaixada brasileira em Havana. Em agosto, um enviado do embaixador Bernardo Pericás esteve com Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara.

Rigondeaux teria dito que voltaria a treinar oficialmente com a equipe nacional. Já sob Erislandy Lara, que era o capitão da equipe nos jogos, “recaiu a maior carga de recriminação por parte das autoridades cubanas. Tudo parece indicar estar condenado ao esquecimento, sobretudo por não ter até o momento alcançado conquistas esportivas comparáveis a de seu companheiro”, explica o Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores.

Pela informações que chegaram aos deputados, nenhuma punição oficial foi aplicada aos dois atletas. “Eu pedi para que a Organização dos Estados Americanos (OEA) investigue a forma como o Brasil atuou neste episódio. Quero saber qual a responsabilidade do Brasil e como se deu tal desfecho”, explicou Jungmann.

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