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03/10/2015
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Integração Regional

Dilma adia viagem à Colômbia onde iria buscar acordos comerciais

Brasília – A presidente Dilma Rousseff adiou para 8 de outubro sua viagem à Colômbia onde pretende buscar acordos econômico-comerciais que potencializem as relações bilaterais. Estava previsto que ela desembarcaria no dia 5, segunda-feira, quando teria reunião de trabalho com o presidente Juan Manuel Santos para tratar de temas das agendas bilateral e regional. Ela ainda deve visitar o Congresso e a Suprema Corte, em Bogotá.

No mesmo dia, à tarde, Dilma e Santos deveriam encerrar o Fórum Empresarial Brasil – Colômbia, quando anunciariam vários acordos de compras governamentais e instrumentos que possam acelerar o comércio e os investimentos entre os dois países.

Brasil e Colômbia mantém um acordo de complementação econômica que cobre 80% do intercâmbio de mercadorias e o Brasil quer acelerar o processo de desgravação tarifária, bem como firmar um acordo para aumentar a exportação de veículos e peças.

Neste ponto, a presidente atende à uma demanda da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que diante da queda nas vendas de carros no Brasil, busca incrementar as exportações para os países vizinhos. A Colômbia é o terceiro maior mercado de veículos da América do Sul, mas o Brasil vende apenas dez mil carros por ano para o país.

A Colômbia também é o sétimo parceiro comercial do Brasil no continente com um volume de comércio que alcança os US$ 4 bilhões. Atualmente, os colombianos importam produtos industrializados, carros, peças de reposição, ferro e aço, enquanto o Brasil compra basicamente carvão e petróleo.

Processo de Paz

Embora o Itamaraty não confirme, os dois presidentes deverão tratar ainda do processo de paz em curso na Colômbia. Para Juan Manuel Santos, o respaldo dos países vizinhos ao acordo que pretende firmar com as Farc, é fundamental.

Ele acredita ainda que o Brasil poderá exercer papel importante no diálogo que ainda será inaugurado com o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha da Colômbia. O Brasil tem interesse em participar neste diálogo, embora o conflito interno colombiano tenha perdido prioridade para o governo brasileiro neste momento.

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