Brasília, 19 de novembro de 2018 - 06h23

Programa FX2

18 de janeiro de 2011
por: InfoRel
Compartilhar notícia:

A presidente Dilma Rousseff decidiu colocar em segundo plano a decisão sobre a compra de 36 aviões de combate para a Força Aérea Brasileira (FAB), confirmando o que dissera em seu discurso de posse: a prioridade será a erradicação da pobreza.



Além disso, o governo ainda tem pela frente o desafio de cortar gastos e enxugar o Orçamento. Definitivamente, comprar aviões de guerra está longe de ser prioridade para Dilma Rousseff.



Desta forma, ela repete o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cancelou o Programa FX em abril de 2003 para priorizar o Fome Zero, principal mote de sua campanha vitoriosa.



Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, havia informado que o programa não seria cancelado e prometeu uma decisão a respeito até o final do semestre.



No entanto, a presidente não tem pressa. Ela quer aproveitar para ver o que outros países além dos Estados Unidos, Suécia e França, podem oferecer ao Brasil.



E não apenas em termos de avião, mas de contrapartidas políticas e comerciais.



Jobim trabalhava por uma decisão ainda em janeiro e a favor do caça francês Rafale, o mais caro dentre os finalistas (F-18 Super Hornet, dos Estados Unidos e Gripen NG, da Suécia).



No entanto, uma decisão sobre o assunto não sai tão cedo.



Dilma deve aproveitar o trabalho realizado pelo Comando da Aeronáutica e o ministério da Defesa, mas na prática, teremos um novo programa.



Ela também quer conversar com líderes políticos como Barack Obama, sobre os demais interesses do Brasil e pretende utilizar o FX como moeda de troca.



Análise da Notícia



Marcelo Rech



Quem acompanha o trabalho do InfoRel sabe que a notícia não representa surpresa alguma.



Na prática, essa decisão já estava tomada muito antes da própria eleição de Dilma Rousseff.



Administração alguma aceitaria chancelar um negócio de US$ 10 bilhões sem ter suas digitais nele.



Lula e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, bem que tentaram, mas Dilma não engoliu.



Sua postura enfraquece Nelson Jobim e sinaliza aos militares que nem todo o passado de guerrilheira está sepultado.



E não adianta espernearem. Essa decisão não sai em 2011.



Além disso, outros programas da Marinha e do Exército podem ter o mesmo destino, o adiamento.



A presidente quer conhecer opções melhores como a do Sukhoi russo, o único de quinta geração que disputou o processo, mas que foi eliminado de forma inexplicável ainda em sua primeira fase.



Existe ainda o off set que não pode ser desprezado.



No governo Fernando Henrique Cardoso, os russos chegaram a oferecer o mesmo valor do contrato do Sukhoi em compras de produtos brasileiros.



Os Estados Unidos foram os primeiros a perceber que o FX2 não vingaria e deram início ao lobby prometendo formalizar as garantias de transferência de tecnologia do F-18.



No entanto, essa transferência seria condicionada. O Brasil teria de aceitar uma série de exigências como a de não vender o avião para países hostis aos Estados Unidos.



Pode parecer absurda a idéia, mas ela não é descartada pelo governo.



Tudo vai depender do que os Estados Unidos estiverem dispostos a conceder.



Ter os seus produtos beneficiado por uma série de concessões e privilégios no mercado norte-americano, será extremamente vantajoso para o Brasil e sua economia.



Como essas negociações não são nada simples, não esperemos por mais uma previsão do ministro Jobim.



Ainda sob a presidência de Lula, ele disse dezenas de vezes que a decisão não ficaria para o próximo governo. E ficou.



Com a decisão de Dilma – que o desautorizou – quem pode não ficar é ele.



A presidente reforma o gabinete antes de completar dois anos de poder e já sem a sombra do padrinho Lula, chamará as pessoas que de fato confia e gosta. Mais da metade dos atuais ministros cai.

Assuntos estratégicos

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Brasília – Com cerca de 30 instalações nucleares e 3.000 fontes de...
Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasília - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações...
Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Brasília – Apesar do anúncio feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, de...
Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Brasília – Os primeiros anúncios feitos pelo presidente da República...
CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional...
Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Os chanceleres de Espanha, Josep Borrell, e do Brasil, Aloysio Nunes, mantiveram encontro de...
Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Em 25 de setembro de 2018, Sua Excelência a Senhora Sushma Swaraj, Ministra das...
Comunicado Conjunto do BRICS

Comunicado Conjunto do BRICS

Os Ministros das Relações Exteriores/Relações Internacionais do BRICS...