Brasil

Cúpula das Américas
11/04/2015
Cúpula das Américas
11/04/2015

Cúpula das Américas

Dilma destaca momento econômico latino-americano e cobra avanços

Marcelo Rech, especial a Cidade do Panamá

A presidente Dilma Rousseff, em seu discurso na plenária da VII Cúpula das Américas que conclui neste sábado no Panamá, destacou que “a prosperidade, a equidade e a cooperação são valores muito caros a todos nós e, ao Brasil. Refletem o espírito que deve presidir essa nova etapa das relações hemisféricas. Desde a Cúpula de Miami, nossos avanços econômicos, sociais e políticos foram notáveis”.

Ela explicou que em 1994, a região enfrentava-se com problemas crônicos como a fome, a miséria, o desemprego, causados, em grande medida, por visões e políticas equivocadas que agravavam a exclusão social. “Recém saídos de regimes autoritários, recebemos um legado de recessão, endividamento e concentração de renda. Hoje, estamos reunidos em um contexto muito diferente”, disse.

Para ela, a consolidação da democracia e dos novos paradigmas políticos inverteram a lógica da ação do Estado, conferindo prioridade ao desenvolvimento sustentável com justiça social.

“A América Latina e o Caribe têm agora menos pobreza, menos fome, menos mortalidade infantil e materna, menos analfabetismo. Aumentamos a expectativa de vida, o Índice de Desenvolvimento Humano e o PIB per capita. Também temos mais comércio, investimentos, turismo. Em meu país, erradicamos a fome, objetivo que parecia inatingível”, destacou.

A presidente entende que tais conquistas sociais são uma demonstração do vigor democrático e da capacidade de mobilização das respectivas sociedades. “A afirmação da democracia – em seu sentido mais completo, com participação social – é um patrimônio de grande valor em nossa região. É preciso preservar e ampliar essas conquistas. Mas não podemos fechar os olhos para a persistência de desigualdades, que ainda afetam, em diferentes graus, a todos os países do hemisfério”.

Para Dilma Rousseff, tal fenômeno não passa despercebido a uma sociedade cada vez mais esclarecida e exigente.

“Nosso hemisfério foi capaz de construir arranjos de integração diversos, concretos e complementares, que ampliaram o diálogo político, o intercâmbio comercial, a realização de investimentos e a integração de cadeias produtivas. Já não se pode pensar em temas como comércio, saúde e drogas de maneira local. Já não se pode pensar em democracia, em promoção dos direitos humanos e em políticas econômicas com base em modelos únicos” advertiu.

A presidente enfatizou ainda que os problemas comuns podem ser melhor combatidos por meio de mais cooperação. E, nesta direção, assinalou quatro temas especialmente relevantes: a segurança, a educação, as migrações e a mudança do clima.

Além disso, afirmou que “o século XXI requer um novo enfoque sobre migração, que deve ser centrada nos direitos humanos dos migrantes, ser sensível ao crescimento dos fluxos migratórios entre países em desenvolvimento; favorecer o trabalho decente; e prevenir e mitigar os efeitos de desastres socioambientais. Sigamos no sentido oposto ao da xenofobia e da intolerância, ascendentes em diversas partes do mundo”.

Paz

A presidente parabenizou ainda o colombiano Juan Manuel Santos pelo esforço de pôr fim ao conflito interno mais antigo do mundo. “A opção por uma paz negociada constitui precedente inestimável para a região e para o mundo”. Dilma deve visitar a Colômbia ainda em 2015.

 “Celebramos também os avanços na consolidação da paz no Haiti e reafirmamos nosso firme compromisso com a estabilidade democrática, o desenvolvimento e a soberania haitiana. Apoiamos a reconfiguração da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), tal como determinada pelo Conselho de Segurança”, concluiu.

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