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Relações bilaterais

03 de dezembro de 2015
por: InfoRel

Brasília - A presidente Dilma Rousseff receberá nesta sexta-feira, 4, o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri que será empossado no dia 10. Os dois conversarão sobre o futuro das relações bilaterais, mas o tema principal será a Venezuela. De acordo com o Planalto, o encontro será às 10h.



Os dois presidentes conversaram no dia 23 de novembro, um dia após Macri vencer no segundo turno, as eleições argentinas. Nesta segunda-feira, 30, Dilma afirmou que não apoiará o pedido de exclusão da Venezuela do Mercosul como quer o argentino. Macri prometeu participar da próxima cúpula do bloco a realizar-se no dia 21 em Assunção, quando invocará a clásula democrática para excluir Caracas do bloco.



Nesta quarta-feira, 2, Macri confirmou o nome de Martín Lousteau como futuro embaixador da Argentina nos Estados Unidos, país com o qual pretende manter relações estratégicas. Em reunião com a diplomata Susana Malcorra que será a ministra de Relações Exteriores, Macri não descartou novas mudanças, inclusive a troca de embaixador no Brasil.



Argentina quer diálogo com o Brasil sobre a Venezuela



A futura chanceler argentina, Susana Malcorra, afirmou nesta quarta-feira, 2, que o governo Macri aposta por dialogar com o Brasil sobre a situação da Venezuela e para que o governo do presidente Nicolás Maduro permita que as eleições legislativas de domingo, 6, se desenvolvam no âmbito do marco democrático.



Segundo ela, “é preciso ver o resultado das eleições, como se reage e como se dará uma transição, se necessário, de forma democrática. Há muitas ferramentas a se avaliar e múltiplas alternativas e o princípio é devolver centralidade ao tema dos direitos humanos”, explicou.



Na sua avaliação, “temos que encontrar mecanismos de diálogo com o governo brasileiro, e sobretudo, advertir o governo da Venezuela para que as eleições sejam transparentes”, destacou. Malcorra revelou ainda que Macri irá ao Chile logo após a visita ao Brasil.



Venezuela rebate ingerência europeia contra poderes públicos



O governo da Venezuela rebateu nesta quarta-feira, 2, mediante um comunicado, o que taxou de ingerência estrangeira do Reino Unido, da Espanha e do Conselho Europeu. O recado foi para David Cameron, Mariano Rajoy e Thorbjorn Jagland. Além deles, a Venezuela arremeteu ainda contra o ex-premier espanhol Felipe González e o ex-presidente chileno Ricardo Lagos, todos críticos do Poder Judiciário venezuelano. 



Os cinco questionaram a transparência e autonomia do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e temem que o presidente Nicolás Maduro não reconheça o resultado das eleições em caso de vitória da oposição. O líder venezuelano disse que governaria com uma Junta Militar em caso de derrota nas urnas.



Mais recentemente, a Mesa da Unidade Democrática descartou firmar um acordo para reconhecer os resultados das urnas, proposto pela Unasul.


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