Brasília, 12 de dezembro de 2018 - 04h34

Política

27 de janeiro de 2016
por: InfoRel
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Marcelo Rech, especial de Quito



A presidente Dilma Rousseff se reuniu na noite desta terça-feira, 26, com o presidente Rafael Correa no Palácio de Carondelet, sede do governo equatoriano, e não deve discursar na Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que acontece nesta quarta-feira, 27, em Mitad del Mundo.



Ela participa da abertura do evento, mas embarca para Brasília logo após o almoço, de acordo com a agenda divulgada pelo Planalto. Os debates começam apenas no período da tarde. Dilma seria a quinta Chefe de Estado a discursar.



Nas reuniões de coordenadores nacionais e chanceleres, o Brasil tem defendido um maior pragmatismo e realismo para os objetivos da CELAC. Além disso, descarta apoiar a proposta equatoriana de fazer com que o mecanismo substitua a Organização dos Estados Americanos (OEA).



Para o Brasil, tão fundamental quanto existir um mecanismo exclusivo para os latino-americanos e caribenhos discutirem seus desafios, é a existência de outro que implique dialogar com Estados Unidos e Canadá, muitas vezes, por conta dos mesmos problemas. 



Crise



A presidente destacou a importância da CELAC, da UNASUL e do Mercosul, principalmente neste momento de crise econômica com queda nos preços das commodities, especialmente do petróleo e a desaceleração da China.



Para Dilma Roussef, “não haverá uma América Latina forte e temos consciência de que o Brasil não retomará sua capacidade de crescer, que o Brasil não consegue restabelecer suas condições sustentáveis de crescimento neste novo contexto internacional, sem o crescimento dos demais países da América Latina”, afirmou. A presidente disse ainda que “precisamos de flexibilidade para harmonizar as diferenças entre nós”.



Ela classificou como estratégicas as relações entre os dois países e agradeceu ao presidente Rafael Correa pelas medidas adotadas em relação às máfias de coiotes que traficam haitianos para o Brasil, cruzando o território equatoriano. A medida pôs um freio na onda migratória até o estado do Acre.



Agenda 2020



Embora o chanceler Mauro Vieira tenha criticado a proposta equatoriana denominada Agenda 2020, a presidente elogiou a iniciativa e afirmou que “estar aqui mostra a importância que o Brasil atribui à Agenda 2020”.


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