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Segurança Internacional

Diplomata brasileiro afirma que Conselho de Segurança da ONU está paralisado

Marcelo Rech, especial do Rio de Janeiro

O diretor-geral de Planejamento Diplomático do ministério das Relações Exteriores, Maurício Carvalho Lyrio, afirmou nesta quinta-feira, 8, na XII Conferência Internacional de Segurança do Forte de Copacabana, que o Conselho de Segurança das Nações Unidas está completamente paralisado.

Segundo ele, o Brasil deve ter um lugar entre os membros permanentes como representante da América Latina, por fazer valer sua importância política, econômica e militar na região. Lyrio criticou o papel daqueles que impedem uma reforma profunda do sistema.

Já o embaixador alemão no Brasil, Dirk Brengelmann preferiu destacar a parceria em vigor entre Brasil e Alemanha, principalmente em relação à privacidade na internet. Os dois países também atuam no chamado G-4 junto com Índia e Japão, que trabalham pela reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

No entanto, o assunto também está longe de ser prioridade para as grandes potências. No evento realizado no Rio de Janeiro, Dmitri Danilov, do Instituto Europa, da Academia Russa de Ciências, afirmou que “a manutenção da paz é o principal fator de uma política de segurança neste momento”.

Ele reconheceu que há um conflito entre a Europa e a Rússia neste momento, inclusive com organismos como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Na sua avaliação, o mundo enfrenta ameaças não tradicionais que cobram mais cooperação entre as potências e os organismos multilaterais.

Danilov revelou ainda que a Rússia buscou uma cooperação com a Europa mesmo com forte oposição de especialistas russos. “A ideia era encontrar um caminho de reaproximação mútua. No entanto, essa proposta não chegou a ser aprofundada, o que pode ter sido um erro”, explicou.

A XII Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana é uma realização da Fundação Konrad Adenauer, da União Europeia e do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), que conta com o apoio dos institutos InfoRel de Relações Internacionais e Defesa e Pandiá Calógeras (IPC), do ministério da Defesa.

O evento reuniu mais de 500 pessoas entre acadêmicos e especialistas civis e militares, brasileiros e estrangeiros, em torno de uma nova agenda para a Segurança Internacional. 

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