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19/03/2015
Geopolítica
19/03/2015

Angola

Diplomata sugere superar “gargalo logístico” do Brasil na África

Brasília – O Senado aprovou nesta quinta-feira, 19, a indicação do diplomata Norton Andrade Mello Rapesta com futuro embaixador do Brasil em Angola. De acordo com ele, o país deve superar o “gargalo logístico” que existe nos transportes marítimo e aéreo para ampliar o comércio com a África, atualmente calculado em US$ 1 trilhão. Deste total, o Brasil responde por apenas 3%. Em 2014, o comércio bilateral alcançou US$ 2,4 bilhões.

Rapesta lembrou que atualmente existem voos diretos do Brasil apenas para Angola, África do Sul e Cabo Verde (este a partir de Fortaleza) e anunciou que pretende estimular o transporte marítimo com Angola. Na avaliação do embaixador, Pernambuco e Ceará podem exercer papel importante no transporte de bens pelo Atlântico Sul.

“Quero pedir aos senadores que sejam meus porta-vozes para que empresas de seus estados busquem oportunidades em Angola, país que exerceu papel fundamental no desenvolvimento da nacionalidade brasileira”, apelou.

Além disso, informou que irá trabalhar para aprofundar a parceria estratégica com Angola, com ênfase na cooperação técnica, cultural, econômica e política. Norton Rapesta revelou ainda que o chanceler Mauro Vieira irá a Angola para inaugurar, em breve, a Casa da Cultura do Brasil em Luanda.

Atualmente, dez mil brasileiros vivem em Angola.

Defesa

Os dois países mantém uma agenda de cooperação em Defesa bastante intensa. Angola considera o Brasil parceiro estratégico no domínio militar. As Forças Armadas Angolanas têm demandado assessoramento militar brasileiro especialmente na área de formação e aperfeiçoamento de seus militares, no momento em que se encontram em processo de estabelecimento de academias de formação militar.

Em 2010, Brasil e Angola assinaram Acordo de Cooperação na Área de Defesa. O Brasil ainda não ratificou o texto em razão de incompatibilidade entre suas cláusulas de confidencialidade e a nova Lei de Acesso à Informação, aprovada após a assinatura do Acordo.

Nesse contexto, foi apresentada à parte angolana, em outubro de 2013, proposta de texto de novo Acordo. Aguarda-se reação de Angola. O Ministério da Defesa brasileiro, por meio da empresa EMGEPRON (vinculada diretamente ao Comando da Marinha), prestou apoio técnico ao estudo do levantamento da plataforma continental angolana. Os trabalhos foram concluídos em dezembro de 2013.

O projeto teve impacto muito positivo junto às autoridades militares angolanas. A especial relevância do projeto reside no fato de que a maior parte da produção de petróleo de Angola, principal fonte de receitas do país, dá-se em bacias marítimas.

Em 2009, foram adquiridas pela Força Aérea Nacional de Angola (FANA) seis aeronaves A-29 (EMB-314) Super Tucano, com possibilidade de oferta de seis aeronaves adicionais. O primeiro lote, de três Super Tucano, foi entregue em julho de 2013. O segundo lote, também de três aeronaves, foi entregue em dezembro do mesmo ano.

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