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Direita e esquerda se articulam na América Latina

Brasília – Entre os dias 15 e 17 de julho, Havana será a sede da 24ª edição do Foro de São Paulo, movimento criado nos anos 90 com o objetivo de reunir as organizações de esquerda da América Latina em torno de um projeto de poder alternativo ao neoliberalismo. No dia 28, em Foz do Iguaçu (PR), será a vez da Cúpula Conservadora inaugurar o seu primeiro encontro, como contraponto aos chamados “progressistas” e que terá o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ), como uma das principais estrelas.

O Foro de São Paulo centrará suas atenções contra o que seus organizadores chamam de “campanhas desestabilizadoras” contra Venezuela e Cuba, o bloqueio norte-americano contra a Ilha, a prisão do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, as tentativas de desestabilização política na Nicarágua, e o isolamento político de Evo Morales, na Bolívia.

Mônica Valente, Secretária-Executiva do Foro de São Paulo, informou que “ante a situação que vive a América Latina é necessário criar uma grande onda antineoliberal e anti-imperialista e construir estratégias de unidade”, explicou. Valente, que é também a Secretária de Relações Internacionais do PT, confirmou que o Foro irá centrar as discussões no que chamou de “perseguição política contra Lula”.

Ela lembrou que Lula e Fidel Castro foram os líderes esquerdistas que deram forma ao Foro de São Paulo, organização que chegou a reunir mais de uma centena de partidos e grupos latino-americanos, inclusive a guerrilha colombiana das FARC.

Para o intelectual argentino Atilio Borón, “o retorno a Cuba do Foro de São Paulo mostra a disposição da região no enfrentamento contra a direita. Além disso, trata-se de um reconhecimento ao papel de Havana como facilitador do processo de paz na Colômbia”, afirmou.

Durante o Foro de São Paulo, representantes de partidos e movimentos de esquerda irão debater ainda acerca da eleição, no México, de Andrés Manuel López Obrador, a renúncia do ex-presidente peruano Pedro Paulo Kuczinsky, e as crises no Brasil e na Argentina.

Será realizado paralelamente, o terceiro encontro entre partidos de esquerda da Europa e da América Latina e o Caribe.

Foz do Iguaçu

No dia 28, o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu (PR) receberá cerca de três mil pessoas para a primeira edição da Cúpula Conservadora, movimento que nasceu no Brasil para fazer o contraponto ao Foro de São Paulo. Os deputados Fernando Francischini (PSL-PR) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) organizam o evento.

Além do candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), também têm participação confirmada o economista Paulo Guedes, o general Augusto Heleno, o escritor Olavo de Carvalho, e o Príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, ativista político e líder do movimento Acorda Brasil.

Os organizadores informaram que participarão convidados do Brasil, Paraguai, Chile, Colômbia e Estados Unidos em quatro mesas-redondas que abordarão diferentes aspectos relacionados com a economia, segurança, cultura e política.

Ao final do encontro, será aprovada a Carta de Foz com os princípios defendidos pela direita no Brasil e na região. “Até porque a ideia é, com a eleição do Bolsonaro, formar um novo eixo político, econômico e cultural na região”, afirmou o deputado Fernando Francischini.

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