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Diretor-geral da Polícia Federal vai dirigir a AMERIPOL

Diretor-geral da Polícia Federal vai dirigir a AMERIPOL

02 de agosto de 2018
por: InfoRel
Brasília - O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, foi eleito nesta quarta-feira, 1º, para o cargo de Secretário-Executivo da Comunidade de Polícias das Américas (AMERIPOL). A eleição ocorreu durante a 9ª Cúpula da entidade realizada em Buenos Aires e que contou com a presença do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e autoridades de vários países da região.

Segundo Jungmann, “em termos de segurança, nenhuma outra entidade tem a legitimidade e a capacidade de articular, em escala continental, as forças policiais, coordenar e promover ações de prevenção, investigação e repressão ao crime, além de programas de intercâmbio, formação e aperfeiçoamento das polícias”, afirmou.

Rogério Galloro aproveitou a oportunidade para defender uma organização cujo status jurídico seja suficiente para blindá-la de qualquer subordinação política, principalmente em relação à sua autonomia técnica. Para o Brasil, a INTERPOL (Organização Internacional de Polícia Criminal) e a EUROPOL (Serviço Europeu de Polícia) são as principais referências.

“A institucionalidade da AMERIPOL deverá encontrar caminho entre a INTERPOL e a EUROPOL, incorporando elementos de ambos. Ou seja, um convênio entre países-membros que lhe assegure personalidade jurídica, autonomia, caráter regional, com ênfase na cooperação e construção de capacidades nacionais”, explicou.

Para o ministro Raul Jungmann, a AMERIPOL possui atuação limitada pois suas decisões “não representam a vontade dos estados e sim das suas respectivas instituições policiais e entidades análogas”. Neste sentido, sugeriu a reforma do estatuto em 2019.

“Não podemos nos limitar a acusações recíprocas, mas sim somar esforços nesta guerra contra um crime que não respeita fronteiras nem instituições. O fortalecimento da entidade nos ajudará a mudar o rumo desse jogo. Não podemos perder o jogo contra a insegurança, não temos segunda opção. Vamos juntos ganhar o jogo e recuperar a paz social”, cobrou.

Galloro adiantou que o Brasil atuará diretamente para o fortalecimento e institucionalização da AMERIPOL. “O Brasil tem liderado uma série de operações de combate ao crime organizado, inclusive sediando o Centro de Cooperação Policial Internacional no Rio de Janeiro, e passa agora, como Secretário-Executivo da AMERIPOL, a poder utilizar esse espaço para realizar operações internacionais”, assinalou.

O Brasil também propôs o lançamento de uma iniciativa sul-americana de segurança, para impulsionar ações concretas e objetivas de cooperação, inteligência, capacitação e operações conjuntas, principalmente em regiões de fronteira.

A iniciativa pretende impulsionar a criação e multiplicação de centros integrados bilaterais e trilaterais nas fronteiras com a participação de policiais, agentes de imigração, Receita Federal, ABIN e Forças Armadas.

A Comunidade de Polícias das Américas foi criada em 2007 por 18 países, entre eles o Brasil, durante encontro de polícias da América Latina e Caribe, em Bogotá. Integram a AMERIPOL 33 unidades de polícias e 25 órgãos observadores, entre eles a Interpol.

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