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Discurso da presidente Dilma Rousseff na posse do

10 de agosto de 2011
por: InfoRel

Mudanças importantes, elas sempre provocam tensão. Mas elas requerem cuidado, elas cobram sensatez e exigem escolhas bem refletidas.



E foi com cuidado e com a devida reflexão que eu convidei o embaixador Celso Amorim para o cargo de ministro da Defesa.



O convoquei porque tenho convicção de que ele é o homem certo para o lugar certo. Muitos projetos estratégicos para o país e para o nosso futuro estão em andamento lá no Ministério da Defesa.



São projetos que não podem, em hipótese alguma, sofrer rupturas, atrasos ou adiamentos. Eu escolhi o ex-ministro Celso Amorim porque eu tenho certeza absoluta de que com ele esses projetos terão continuidade e ganharão mesmo maior velocidade e solidez.



Celso Amorim é um homem de Estado, um funcionário de carreira, um profissional dedicado ao Brasil. Foi assim como Chanceler, durante o governo de Itamar Franco; foi assim como nosso representante na ONU e em organismos internacionais de comércio, durante o governo Fernando Henrique Cardoso; e foi assim também como ministro das Relações Exteriores do governo do nosso querido presidente Lula, quando o Brasil foi elevado à condição de protagonista, com voz ativa no cenário mundial e sujeito do seu próprio destino.



Celso Amorim tem qualidades pessoais que o aproximam muito dos senhores, militares de longa formação: cultura e preparo técnico, coleguismo e solidariedade no ambiente de trabalho, moderação nas manifestações públicas, elegância no relacionamento, profissionalismo e método na atividade como homem público. Sobretudo, disciplina e respeito à hierarquia.



Na verdade, Celso Amorim é um patriota, Celso Amorim é um homem talhado para esta fase do Brasil, que é um país de cabeça erguida, consciente da sua soberania.



Falo aqui, na verdade, de características da formação militar e da formação diplomática, duas carreiras de Estado.



Não tenham dúvida: com o meu apoio e sob meu comando direto, ele ajudará muito o Ministério da Defesa a vencer os seus maiores desafios, tanto os mais urgentes, os mais conjunturais, quanto os mais estratégicos.



A experiência de Celso Amorim em política externa será valiosa para o Ministério da Defesa.



O Brasil enfrentará importantes questões que envolvem diretamente as nossas Forças Armadas: há acordos bilaterais em andamento, há negociações sobre compra de armamento e aquisição de tecnologia bélica, além da inadiável exigência de proteção e controle de nossas fronteiras terrestres e de nosso mar territorial, com suas – como todos sabem – enormes riquezas.



O meu governo – e eu acredito que todo e qualquer governo – tem ministérios cuja importância estratégica para o país impõem rigorosa distância de injunções externas de qualquer tipo – o Ministério da Defesa é um deles.



A lógica do Ministério da Defesa é a disciplina, a competência e a dedicação. A ideologia do Ministério da Defesa é o respeito à Constituição e a subordinação aos interesses nacionais.



O partido do Ministério da Defesa é a pátria. Os senhores sabem disso, o novo Ministro sabe disso, e todos sabemos que trocas de comando fazem parte da rotina, desde que se troque o comandante, mas não se deixe de fazer o que precisa ser feito.



Eu tenho absoluta certeza de que esse brasileiro chamado Celso Amorim fará não só o que precisa ser feito, mas dedicar-se-á de corpo e alma a construir esta política de defesa, esta estratégia nacional de defesa, que a todos nós é muito cara.



Desejo boa sorte a todos.

Assuntos estratégicos

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