Relações Exteriores

Discurso do presidente Lula, por ocasião da visita
25/05/2007
Comunicado Conjunto Brasil – Panamá
28/05/2007

Discurso do embaixador da África, por ocasião da a

Discurso do embaixador da África, por ocasião da audiência com o presidente Lula

Martin Mbarga Nguele

Senhor Presidente,

O grupo de embaixadores, chefes de missão africanos acreditados no Brasil está muito honrado de se encontrar hoje nesta sala.

Nos lembramos que no fim de janeiro de 2003, após a sua posse na Presidência da República do Brasil, tivemos a honra de ser recebidos nesta mesma sala. Passamos mais de uma hora, quando o senhor nos comunicou a sua visão das relações entre o Brasil e a África.

Nos lembramos também que no dia 1º de abril de 2005, às vésperas da sua primeira viagem à África, tivemos o privilégio de ser recebidos pelo senhor e pela sua esposa, na residência da Granja do Torto. O senhor fez questão de nos dizer até logo no momento em que se preparava para viajar à África.

Hoje, não é um balanço que vamos fazer para o seu primeiro mandato. Eu acredito que esse balanço é imenso nas relações entre o Brasil e a África. O senhor visitou 17 de nossos países e, no transcorrer dessas visitas, muitos acordos foram celebrados. E esses acordos não são letras mortas, tiveram resultados concretos.

Podemos saber que existem comissões mistas que se intensificaram. Também há missões recíprocas que foram enviadas pelas empresas africanas ao Brasil e pelo Brasil à África. Em alguns de nossos países, a língua portuguesa está sendo ensinada como língua estrangeira. Isso indica o aporte cultural importante que nossos países recebem.

Nós temos, aqui, técnicos que estão sendo formados e que vão ser formados graças aos acordos que foram assinados. Alguns de nossos países aceitaram, em relação à sua política de fazer conhecer a África, e está previsto alguns professores chegarem aqui no mês de agosto deste ano para proferir cursos em universidades brasileiras sobre a história da África e dos africanos.

Senhor Presidente,

Como eu dizia, o balanço é imenso. Para citar apenas alguns exemplos, tomamos nota de que o senhor decidiu abrir na África, especificamente em Gana, um escritório da Embrapa para pesquisas, principalmente em matéria agrícola.

Isto é muito importante para a África porque, no seu conjunto, a África vive, tira 80% dos proveitos da agricultura e essa é uma opção muito importante, que indica que o senhor conhece perfeitamente os problemas africanos.

Senhor Presidente,

Eu acredito que quando se acompanha a sua ação, ela é uma ação determinante, é uma ação que se fundamenta numa convicção pessoal do futuro das relações entre a África e o Brasil.

Nos lembramo que em junho do ano passado, em Salvador, houve um encontro, a Conferência dos Intelectuais da África e da Diáspora Africana.

Era uma cúpula muito importante, à qual muitos chefes de Estado africanos comparecerem. Acredito que o resultado, o 22 de junho passado, esses resultados foram consolidados no Itamaraty e, esta semana, lançamos este livro que retoma as conclusões desse evento.

Senhor Presidente,

Eu acredito que eu posso lhe dizer, em nome dos meus irmãos e irmãs africanos aqui presentes, que nós, na África, temos a convicção de que o senhor é um grande africano pelo que o senhor faz.

A última Cúpula que teve lugar em Abuja, na Nigéria, um outro presidente não teria participado, mas tomamos nota de que apesar de o senhor estar acidentado, senhor Presidente, o senhor foi de cadeira de rodas, para assistir esse encontro.

Isso indica a convicção que o anima em relação às relações entre a África e o Brasil. Portanto, estamos muito satisfeitos. E se hoje, no quadro das manifestações da Semana Africana, temos a honra de ser recebidos, a África só pode estar reconhecida por esta atenção especial que lhe é dada.

E nós acompanhamos e sabemos que, no plano internacional, no plano nacional, o senhor é o porta-voz permanente das causas africanas, que o senhor defende com convicção.

E sabemos que no programa do etanol, que é uma riqueza especial, tivemos o privilégio de assistir à inauguração, ao lançamento desse programa em Curitiba, e tivemos o privilégio do senhor nos dizer que teríamos que ver o que poderia ser feito em relação à África no quadro desse programa.

Acredito, senhor Presidente, que esse programa está se desenvolvendo mundialmente, acredito que a África deveria ocupar um lugar nesse programa.

Eu gostaria de concluir, senhor Presidente, dizendo-lhe, transmitindo-lhe todo o nosso reconhecimento, todo o nosso interesse na ação que o senhor iniciou rumo à África e que já está dando frutos – como mencionou o senhor Ministro há pouco – no aumento dos intercâmbios entre o Brasil e a África.

Eu acredito que podemos especificar que, de 2005 a 2006, as relações dos intercâmbios comerciais mais que duplicaram. Passamos de 5 bilhões de dólares a 12 bilhões e meio de dólares. E para alguns países africanos que o senhor visitou, eu posso afirmar que os intercâmbios se multiplicaram por mais de dez. Isso quer dizer que a ação que o senhor está levando em relação à África está dando frutos.

Eu sei que alguns podem dizer do presidente Lula: “o que ele vai fazer na África?” E alguns pensam que o senhor vai à África para plantar no deserto, mas acredito, senhor Presidente, que o senhor viu bem, porque a África de hoje está avançando, está quase atingindo 1 bilhão de habitantes, para uma população mundial que tem 7 bilhões.

Portanto, é um elemento no plano de intercâmbio, no plano econômico, no plano demográfico, esse 1 bilhão de consumidores. Eu acredito que podemos levar em consideração esse dado.

Senhor Presidente,

Muito obrigado por ter tido essa atenção especial nos quadro das comemorações do Dia da África. Estamos muito honrados de estar aqui e nós, representantes de nossos países, ficamos à sua disposição e tentamos fazer tudo que está ao nosso alcance para facilitar e reforçar as relações entre a África e o Brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *