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Discurso do ministro da Defesa na entrega das aero

19 de abril de 2010
por: InfoRel

Nelson Jobim



O ministro da Defesa comparece a esta solenidade dividido entre a emoção, o orgulho e a honra na participação no processo de aquisição destes MI-35H. Coroamos, agora, longa, penosa e vitoriosa negociação.



É relevante momento histórico para a FAB.



Estes equipamentos robustecem a aviação de asas rotativas. Dá à Força importante ganho doutrinário operacional tecnológico, referidos pelo brigadeiro Saito.



Estes helicópteros constituem importante negociação na linha determinada pela Estratégia Nacional de Defesa de 2008. São 12 MI-35 no valor de US$ 363,9 milhões.



Mas não é mera compra.



Incluem o mesmo valor da compra – US$ 363,9 milhões – como compensação comercial. Ou seja, são investimentos russos no Brasil.



Além da primeira plataforma de helicópteros de combate, teremos no Brasil:



- Oficinas de manutenção para, por exemplo, plataforma, rotores, motores, caixa de engrenagem, estrutura. Tais oficinas prestarão serviços para a América Latina (Peru, Venezuela, Colômbia, por exemplo) e, também, para o continente africano. Estarão disponíveis ao setor privado nacional.



Absorveremos, ainda, tecnologia em simuladores de vôo. Além do mais, o intercâmbio em certificação e homologação de aeronaves. Os nossos pilotos, engenheiros e mecânicos já estão e continuarão treinamento de últimas técnicas de empregos.



Este é o Brasil não comprador líquido. É uma quebra de paradigma. Somos internalizadores de tecnologia, conhecimento e treinamento para o desenvolvimento nacional.



Mas temos mais.



Refiro-me ao Projeto FX-2. O procedimento do FX-2 iniciou em 1995. São 15 anos. O Brasil tinha, então, o propósito específico de aquisição de aeronaves de caça. Tal propósito foi reorientado em razão da Estratégia Nacional de Defesa (END).



A partir da END foram rejeitadas soluções que envolvessem tão somente a compra de aeronaves. Passou-se a priorizar a contratação de um pacote tecnológico de capacitação da indústria nacional, para a produção da aeronave desejada e desenvolvimento da próxima geração.



O brigadeiro Saito é testemunha do esforço do governo para que o Projeto FX-2 “reorientado” se concretize a tempo.



O processo é longo. Provoca ansiedade.



No entanto, estamos muito próximos da decisão final, decisão final essa que o presidente da República deseja tomar nos próximos 30 dias.



Observo que o brigadeiro Saito mencionou que os equipamentos do “AH-2 Sabre” permitirão o cumprimento de missões de superioridade aérea e de interdição com muito mais eficiência.



Eles garantirão a inviolabilidade do espaço aéreo da região amazônica.



Não venha ninguém dizer como o Brasil deve tratar a Amazônia. Nós protegeremos a Amazônia para nós e para o mundo, e que o mundo saiba disso.



Encerro e cumprimento a todos.



O ministério da Defesa tem consciência que o “Sabre” será, rapidamente, integrado às rotinas do Esquadrão Poti.



Tudo isso não é para nós; não é para a nossa geração; não é para os atuais pilotos da Força Aérea, do Exército, da Marinha. Tudo isso é pelo Brasil, para o Brasil. Muito Obrigado!

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