Brasília, 15 de novembro de 2018 - 05h23

Cúpula de Ciudad Guayana

30 de maro de 2005
por: InfoRel
Compartilhar notícia:
Sabe que a minha idéia é que o Brasil não será dependente de petróleo durante muito tempo, porque estamos apostando na nossa [...] de diesel.

Primeiro, Hugo Chávez, gostaria de uma vez mais agradecer pela forma sempre carinhosa com que somos recebidos na Venezuela. Em segundo lugar, quero agradecer ao presidente Uribe que, de pronto, aceitou a idéia de fazer uma reunião que, em princà­pio, era na fronteira e depois foi transferida para esta cidade.

E, sobretudo, quero dizer que estamos felizes de estar aqui e da presença do Presidente da Espanha, um companheiro que, apesar de ser muito jovem, das causas nobres do mundo contemporâneo, que é o nosso companheiro Zapatero.

E é importante que ele esteja visitando a Venezuela e que esteja exatamente na data em que estamos fazendo esta reunião, para que o presidente Zapatero tenha, quando voltar para a Espanha, bastante certeza de que esta reunião representa, penso que para mim, para o Brasil, para a Venezuela e para a Colômbia, mais que uma reunião que nós usualmente fazemos no nosso Continente.

Eu acredito que nesses dois anos nós conseguimos um avanço, eu diria extraordinário, nas relações entre nossos paà­ses. Eu digo isso porque durante toda a minha militância polà­tica, seja como dirigente sindical, seja como presidente de um partido polà­tico, nos últimos 20 anos eu visitei muito mais a Espanha, a Alemanha, a França, a Inglaterra, o Canadá, a Suécia, do que visitei qualquer paà­s da América do Sul.

Nós não tà­nhamos o hábito de ter relações com a América do Sul, ou seja, nós agà­amos como se a América do Sul fosse um continente totalmente voltado aos Estados Unidos e à  União Européia.

E isso, certamente, acontecia com os polà­ticos da Venezuela, com os polà­ticos da Colômbia, com os polà­ticos da Argentina, do Uruguai que viajavam muito mais à  Europa e aos Estados Unidos do que internamente, no nosso Continente.

E quando eu digo que nós avançamos muito é porque nesses dois anos eu penso que, primeiro, estabelecemos uma relação de confiança muito grande entre nós. E não é possà­vel fazer polà­tica se não houver confiança entre as pessoas que fazem polà­tica.

Em segundo lugar, é que aos poucos estamos tomando consciência de que parte dos nossos problemas só serão resolvidos se entendermos que somente nós podemos resolvê-los. E o presidente Zapatero disse bem: a União Européia, antes eram seis paà­ses, depois nove, depois quinze, agora são 25 paà­ses – 27, daqui a pouco – onde a parte mais rica da Europa estava muito preocupada em garantir que essa parte mais pobre tenha uma certa proximidade tecnológica e econômica, para que não seja um eterno problema para a parte mais rica da Europa.

Os Estados Unidos, todos sabemos, têm os seus problemas, e também nunca foi uma parte atenciosa com a América do Sul, do ponto de vista do desenvolvimento.

Agora, temos um parceiro novo, no cenário mundial, que é a China. Mas a China, também, tem que cuidar de 200 milhões de habitantes e, portanto, não vai perder seu tempo ocupando-se de Colômbia, Venezuela e Brasil.

A nossa teoria é de que tudo será mais fácil se nós acreditarmos que juntos poderemos crescer mais, nos desenvolver mais, deter a pobreza de nosso Continente. E, para isso, esta reunião é um sà­mbolo porque foi marcada em um momento em que existia uma certa tensão entre Venezuela e Colômbia.

Quando propus a reunião era para mostrar ao mundo que, aqui, tudo o que queremos é paz, desenvolvimento, crescimento econômico e distribuição de renda para o nosso povo. Se fizermos isso, todos nós estaremos realizados como polà­ticos e como seres humanos.

E, mais do que um discurso, penso nas coisas práticas que poderemos e que chegaremos a fazer a partir desta reunião: ela poderá dar aos colombianos, brasileiros e aos outros paà­ses da América do Sul a certeza de que nós estamos transformando em realidade nossos desejos, sonhos, e não ficaremos simplesmente no discurso vazio pela integração sul-americana.

Eu acredito tanto na integração que, possivelmente nos dois anos de Presidência no Brasil, eu tenha viajado mais ao redor do mundo do que os quatro últimos Presidentes da República. Celso Amorim, por conta desta nossa polà­tica de integração, nos últimos três meses visitou trinta paà­ses, possivelmente, mais do que os últimos cinco governos brasileiros visitaram em todos os mandatos.

E são viagens que não têm escala em Paris ou em Madri para descansar. São viagens em que, à s vezes, são visitados dois paà­ses por dia. Agora, vou à  àfrica para ficar não mais de duas horas em Camarões. Sairei à s 6h da manhã do Brasil para ver se, logo ao chegar, me encontro com o Presidente de Camarões, porque o Brasil tem relações com a àfrica e queremos sedimentar as nossas relações com aquele Continente que, sem a nossa ajuda, vai passar outro século sendo sà­mbolo da fome, da Aids, da miséria.

Acontece que os nossos mandatos têm duração de quatro anos e o meu já está terminando, como acredito que também o de Uribe; o de Zapatero está começando agora. Mais quantos anos, Chávez? Não sei. Eu trabalho sempre com a inquietude, com a angústia, porque quando terminar o nosso mandato a história vai nos julgar não apenas por aquilo que falamos, mas pelo que deixamos de realizações concretas na área social e na área de nossas relações com outros povos.

Tenho dedicado esses dois anos, presidente Zapatero, a tentar transformar a questão da integração em uma coisa prática, objetiva, mais concreta, para que nosso povo comece a acreditar que integração não é um discurso eleitoral de Uribe, Lula, Zapatero ou Chávez. A integração deve materializar-se em obras, em realizações concretas e em projetos concretos.

Estivemos há pouco tempo em Caracas e fizemos grandes parcerias. Assinamos 26 acordos muito promissores, quase todos podem ser cumpridos ainda este ano, na área de petróleo, na área de energia, na área de saúde, ou seja, nós fizemos todos os acordos que, até então, a nossa inteligência permitiu entender que deverà­amos fazer.

Eu tinha dito ao companheiro Chávez que era importante que nós déssemos o passo seguinte, que o jeito de a gente concretizar a integração seria Venezuela e Brasil, junto com a Colômbia, definirem que tipo de projetos e investimentos poderiam fazer juntos; agora não mais o Brasil e a Venezuela apenas, mas o Brasil, a Venezuela, a Colômbia e, quem sabe, também vamos incluir a Espanha para que a gente possa concretizar projetos na área de mineração.

Tem muitas coisas em que poderà­amos trabalhar conjuntamente: projetos na área da cooperação energética; projetos na área da biotecnologia na Amazônia, em que temos similaridades, e temos condições de transformar a Amazônia num grande centro de pesquisas que pode prestar serviços enormes à  humanidade; temos projetos na área quà­mica; temos projetos, juntos, na área de inclusão social.

Eu fico imaginando: qual seria o papel que um paà­s importante como a Espanha poderia jogar numa situação como essa? Primeiro, eu penso que a Espanha sempre será vista por todos nós como uma espécie de “porta de entrada” do Brasil, da Colômbia, da Venezuela e de outros paà­ses da América do Sul. Tem muitas coisas que precisamos fazer com a União Européia, mas, sobretudo, eu penso que tem projetos importantes em que a Espanha poderia participar.

O presidente Uribe tem uma verdadeira paixão por uma hidrovia do rio [...], que é uma coisa importante para o desenvolvimento econômico e o Brasil tem interesse em fazer essa parceria.

Me parece [...]. Essa integração de transporte, via rios importantes que nós temos aqui, possivelmente seja demasiado para um paà­s sozinho fazer mas, se juntarmos o potencial de cada um dos paà­ses e ainda arrumarmos parceiros de outros continentes, como a Espanha, para participar desse processo, aquilo que parecia impossà­vel vai ficando próximo de se concretizar, porque a gente vai perceber que o esforço que fizermos agora vai garantir a nossa independência, vai garantir que nossos

Warning: pg_exec(): Query failed: ERROR: invalid input syntax for integer: "" LINE 1: SELECT * FROM inforel.categoria_noticias WHERE id = ''; ^ in /home/inforel/www/classes/categoria_noticias.php on line 104

Warning: pg_fetch_array() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/inforel/www/classes/categoria_noticias.php on line 106

Assuntos estratégicos

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Brasília – Com cerca de 30 instalações nucleares e 3.000 fontes de...
Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasília - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações...
Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Brasília – Apesar do anúncio feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, de...
Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Brasília – Os primeiros anúncios feitos pelo presidente da República...
CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional...
Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Os chanceleres de Espanha, Josep Borrell, e do Brasil, Aloysio Nunes, mantiveram encontro de...
Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Em 25 de setembro de 2018, Sua Excelência a Senhora Sushma Swaraj, Ministra das...
Comunicado Conjunto do BRICS

Comunicado Conjunto do BRICS

Os Ministros das Relações Exteriores/Relações Internacionais do BRICS...