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Discurso ministro Nelson Jobim, na cerimônia de pr

Discurso ministro Nelson Jobim, na cerimônia de promoção dos oficiais generais

Nelson Jobim

Participar de mais uma solenidade de apresentação e de cumprimentos aos recém promovidos oficiais generais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ao Comandante Supremo das Forças Armadas é sempre um prazer para esse cidadão brasileiro que aprendeu respeitar e admirar os militares.

Senhor Presidente, acabo de chegar da Amazônia onde o Ministério da Defesa está realizando a Operação Poraquê, um exercício combinado envolvendo as três Forças onde podemos mais uma vez verificar o profissionalismo, a versatilidade, a competência, a criatividade e a capacidade de superar obstáculos do militar brasileiro.

Voltei feliz como cidadão e muito orgulhoso, senhor presidente, como ministro do seu governo. Acredito, senhor presidente, não há motivos para temer nenhuma ameaça à Amazônia. Nossos soldados estão prontos para defendê-la.

Apesar de termos algumas deficiências logísticas, todos os objetivos estão sendo conquistados. A qualidade do pessoal está a todo momento superando as nossas deficiências as quais superaremos com o trabalho desenvolvido por vossa excelência e com o Plano Estratégico Nacional de Defesa.

Senhores oficiais promovidos, penso que a carreira dos senhores é uma seqüência de desafios cada vez maiores. Cada um dos senhores chegou até aqui com a marca da excelência profissional.

A longa trajetória, iniciada nos bancos das escolas militares, foi avaliada em todos os passos e só os bons chegaram até aqui. Eu sei o senhor presidente o sabe, e os senhores também sabem que somente os melhores entre os melhores têm a honra de participar dessa cerimônia.

Queremos que os senhores prossigam na carreira com muito entusiasmo, espírito público e mesma vontade de continuar colaborando com o desenvolvimento do Brasil.

Sabemos aqui das enormes dificuldades que irão encontrar no exercício dos novos cargos para os quais foram designados.

Mas sabemos também do esforço que o governo tem feito para atender as justas demandas das Forças Armadas, que ao fim e ao cabo são demandas do Estado brasileiro.

O presidente Lula, o Almirante Moura Neto, o General Enzo, o Brigadeiro Saito e eu temos consciência de que a tarefa não tem sido fácil e nem será concluída com a presteza desejada por todos nós.

É uma tarefa que exige perseverança, firmeza de atitudes, clareza de objetivos e ferrenha vontade política de fazer acontecer tudo aquilo que deve ser feito.

Tenho certeza de que continuamos buscando inserir as questões da Defesa na agenda nacional. Foi exatamente uma determinação do presidente Lula, tendo constatado que as questões de defesa não estavam na agenda nacional.

Quando assumi o ministério, foi a primeira determinação do presidente, que isso era uma questão nacional e, portanto é uma questão da agenda de defesa voltar a ser uma agenda da sociedade brasileira e não exclusivamente uma agenda militar.

Mas sim uma agenda de um país que cresce e uma agenda de um país que pensa grande, como o presidente da República.

O Plano Estratégico de Defesa Nacional vem sendo discutido com profundidade e deveremos concluí-lo logo.

Tem sido fundamental a participação dos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica por terem entendido a importância, a seriedade do estudo e o alcance do plano.

Senhores oficiais generais promovidos, o governo do presidente Lula reconhece que foram muitos anos sem receber a atenção que os senhores merecem e que as Forças Armadas merecem.

O aparelhamento que desejamos somente será possível com um parque industrial de material de defesa atualizado, competitivo e disposto a colaborar nesse imenso esforço governamental e de desenvolver aceleradamente o Brasil.

Não podemos continuar na dependência quase completa do material importado. Temos avançado muito nas conversações com a iniciativa privada nacional e internacional.

Mas temos que continuar ampliando o mercado regional para os nossos materiais de defesa. A autonomia depende exatamente da capacitação nacional dos insumos militares necessários à defesa do país.

Lembrando bem que essa autonomia e essa indústria de defesa é uma indústria dual, ou seja, produz efetivamente pesquisas que servem a atuação militar, mas também a atuação civil fundamentalmente.

Vejam o caso do desenvolvimento no Brasil da indústria aeronáutica.

Nasceu ela no CTA, nasceu ela dos braços da Aeronáutica e acabou sendo uma grande indústria de postura nacional de natureza civil, mas nasceu exatamente da tecnologia, da pesquisa e do devoto dos oficiais generais e dos oficiais das Forças Armadas, e fundamentalmente no caso da Força Aérea.

O momento da promoção é sempre um momento de muita reflexão. Ele trás alegria e juntos com elas um enorme acréscimo de responsabilidades e preocupações.

A autoridade que lhes é concedida vai exigir muita sabedoria, prudência, sacrifício, lealdade, dedicação, perseverança e noção exata do cumprimento da missão.

A característica fundamental, senhor presidente, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, dos militares brasileiros é exatamente a perspectiva dos seus oficiais generais de que não tem necessidade individualmente de produzir biografias.

Tem necessidade sim de produzir trabalho em dedicação à biografia de sua Força. Não há no nosso exemplo, senhor presidente, neste momento, nenhum oficial general que pretenda ser ele o grande chefe, quer ele sim servir com a capacidade individual de cada um a própria força e a força ao país.

Não há instrumento, nem aparelho de desenvolvimento individual é isto sim um ambiente da demonstração de que o individuo tem a capacidade de servir ao país e servir a pátria.

Quero em nome do Senhor presidente da República e em meu nome cumprimentar cada um dos senhores pelos méritos pessoais e profissionais reconhecidos pelo Alto Comando de suas forças e não posso deixar de estender o cumprimento a suas esposas, aos familiares e aos amigos pela compreensão, paciência, amor e permanente apoio na caminhada.

Felicidades a todos e muito obrigado. E como eu venho da Amazônia: Selva!

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