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Economia argentina preocupa empresários no Brasil

Economia argentina preocupa empresários no Brasil

No dia 22, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizou no Rio de Janeiro, o seminário “ A Economia Argentina e as Perspectivas das Relações com o Brasil e o Mercosul. O empresariado brasileiro não esconde a preocupação com a situação econômica do seu principal parceiro no Mercosul.

De acordo com Paulo Tigre, presidente do Conselho de Integração Internacional da CNI, as incertezas em relação às regras para os negócios na Argentina representam um risco para os empresários brasileiros que investiram ou mantêm relações comerciais com aquele país.

Segundo ele, “a realidade é preocupante. Tudo indica que a Argentina precisa passar por um ajuste”.

Paulo Tigre explicou que as preocupações em relação à Argentina são grandes, porque o país é o principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul e tem atraído boa parte dos investimentos externos brasileiros.

Para a analista da Unidade de Negociações Internacionais da CNI, Lúcia Maduro, uma eventual crise na economia Argentina trará prejuízos aos investidores e reduzirá as exportações do Brasil.

“O cenário indica a aceleração da inflação e a deterioração dos fundamentos econômicos na Argentina. Isso é muito preocupante para o Brasil”, destacou Lúcia Maduro.

Opinião semelhante têm os economistas argentinos que participam do evento. Eles traçaram um panorama pouco animador da situação do país.

Guillermo Rozenwurcel afirmou que “a inflação está aumentando e o ritmo de crescimento está caindo acentuadamente”. O economista acredita que a inflação real no país fechará 2008 na casa dos 28%, mais que o dobro da taxa oficial divulgada pelo governo.

A expansão do Produto Interno Bruto (PIB) que foi de 8,65% em 2007 deve recuar para cerca de 6% neste ano e cair para 4% em 2008. Na avaliação de Rozenwurcel, “o ciclo de expansão iniciado depois da crise cambial se esgotou”.

Para o economista Dante Sica, o comércio entre os dois países cresceu de forma significativa nos últimos anos, com saldo sempre favorável ao Brasil. De janeiro a julho, o déficit comercial da Argentina com o Brasil superou os US$ 3 bilhões, valor 47,4% superior ao de igual período de 2007.

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