Brasília, 20 de novembro de 2019 - 08h41
Economia garante que apoio à entrada do Brasil na OCDE é consistente

Economia garante que apoio à entrada do Brasil na OCDE é consistente

11 de outubro de 2019 - 15:51:12
por: Marcelo Rech
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Brasília - O Secretário-Executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, afirmou nesta sexta-feira, 11, que a sinalização de apoio ao Brasil tanto da OCDE quanto dos Estados Unidos e da Embaixada do Reino Unido é consistente". Segundo ele, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra um caminho para revisão das políticas públicas. "Já estamos fazendo isso. Mais que dobramos os instrumentos necessários para fazer parte da organização”, explicou durante sessão no Fórum Brasil de Investimentos (FIB) 2019, realizado em São Paulo.

Na mesma linha, o diretor do departamento Econômico da OCDE, Luís Mello, disse que vê com muita satisfação a aproximação do Brasil com a organização. "Temos aprendido muito com as experiências brasileiras e esperamos que as evidências empíricas, os indicadores e as avaliações da OCDE continuem sendo úteis para o Brasil nesse momento em que a economia apresenta sinais de melhora e que o governo tem ações em áreas macroeconômicas para aumentar a competitividade e a produtividade da economia", destacou.

Nesta quinta-feira, o governo do Estados Unidos informou que apoiará o ingresso da Argentina e da Romênia na OCDE, mas que o Brasil continua no radar e tem o apoio de Washington. Apesar da frustração, a diplomacia brasileira garante que nada muda e que as medidas anunciadas fazem parte de um cronograma em curso.

A comitiva do governo brasileiro no Fórum de Investimentos Brasil 2019 envolveu secretários e subsecretários do Ministério da Economia em reuniões com empresários de setores estratégicos, como agricultura, inovação e tecnologia de diversos países.

Destaque para o diálogo do chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Caio Megale, com os representantes da empresa Dow, indústria química, que já declarou interesse em investir em novo polo no Brasil. Na pauta, desburocratização e melhoria do ambiente de negócios que possibilitem mais investimentos.

Enquanto isso, o Secretário-Executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, e o Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, também participaram em reunião paralela com representantes internacionais sobre a atualização da adesão aos códigos de liberalização de capitais da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) pelo Brasil.

Além disso, o governo está trabalhando na aprovação do novo marco do saneamento básico, que vai permitir investimentos privados na atividade. Por isso, a agenda do Secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, foi marcada por entrevistas com a imprensa para detalhar como e quando o governo vai atuar, conjuntamente, com o Congresso Nacional na execução da medida.

FIB 2019

Durante o evento, foram discutidos os principais desafios que o Brasil e outros países enfrentam para melhorar seu ambiente de negócios e o intercâmbio de boas práticas.  Guaranys ressaltou ainda a importância de avaliar e melhorar, cada vez mais, a qualidade dos gastos públicos no país e enfatizou ainda a importância de acabar com regulamentações ineficientes e de obstáculos desnecessários à concorrência nos mercados de bens e serviços, a fim de melhorar a competividade do Brasil no cenário internacional.

Ele citou a 71ª colocação do Brasil no Índice Global de Competividade do Fórum Econômico Mundial de 2018 em ranking formado por 141 países, chamando a atenção para a última posição ocupada pelo Brasil quando o tema é o ônus da regulamentação governamental (Burden of Government Regulation).

O FIB 2019, iniciado na quinta-feira, 11, tem como objetivo promover investimentos em setores estratégicos da economia brasileira, como infraestrutura, energia, agronegócio, tecnologia e inovação. O evento é uma realização dos ministérios da Economia e das Relações Exteriores, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Apex-Brasil.