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11/06/2005
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11/06/2005

Missão de Paz

Efetivo militar brasileiro na Missão de Paz no Sudão é aumentado

Mais cinco observadores militares do Exército Brasileiro chegaram ao Sudão, para integrar a missão de paz no país [UNMIS]. A missão, estabelecida pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas [ONU] em março deste ano, já conta desde o último dia 19 com a atuação de dois observadores militares do Exército Brasileiro.

O Brasil participa da missão com um efetivo composto por 21 observadores militares do Comando do Exército e três do Comando da Aeronáutica. Dos 24 brasileiros que atuarão na UNMIS, sete já se encontram no Sudão. A data de embarque do restante do efetivo brasileiro ainda será definida pela ONU.

Segundo o Departamento de Assuntos Internacionais do ministério da Defesa, os observadores militares vão continuar monitorando o cumprimento dos acordos vigentes no país, conforme suas respectivas áreas de atuação. A previsão é que os brasileiros atuem por um ano no país.

A UNMIS prevê o apoio à aplicação do acordo de paz entre o governo e rebeldes, que pôs fim a 20 anos de guerra civil no país. Especialistas acreditam que esta é mais uma forma do Brasil pressionar por um assento no Conselho de Segurança da ONU. No entanto, o desafio mais importante continua sendo a missão de estabilização no Haiti.

Segundo o professor Expedito Bastos da Universidade Federal de Juiz de Fora, “nossa realidade em termos de Defesa é precária e este dinheiro [gasto no Haiti] poderia muito bem ajudar a reequipar o Exército, por exemplo, gerando empregos e desenvolvimento tecnológico junto a empresas 100% nacionais, levando adiante projetos importantes”.

Para Bastos, ainda que o Brasil consiga uma cadeira no Conselho, “isso não vai melhorar a nossa realidade. No mundo, retórica vale pouco. O que conta é a sua força. Mesmo que consigamos, não teremos poder de veto, portanto não teremos a projeção no cenário internacional como o governo imagina.

Ele entende que é melhor criar as condições internas para isso, e partir para a consolidação de um bloco sul-americano. “Aí sim, teremos poder político, econômico e militar. Poderemos ser ouvidos e impor nossas vontades em benefício de toda a região”.

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