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Eleições 2010: a mentira como estratégia

Eleições 2010: a mentira como estratégia

Marcelo Rech

Em outubro, os brasileiros vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, deputados estaduais e federais e renovar 2/3 do Senado.

O Congresso Nacional que pouco produz para a sociedade deve ficar às moscas.

Apenas os temas que poderão ser usados como bandeira política nas eleições, merecerão a atenção de suas excelências.

Além disso, nenhuma novidade. Os nomes serão basicamente os mesmos nos estados e para o Congresso.

Em nível federal, a oposição voltará com José Serra (PSDB-SP) e o governo vai de Dilma Roussef que já deu o tom da campanha petista nesta terça-feira em “comício” para a entrega de obras em Minas Gerais.

Entre outras coisas, a esquerda vai lançar mão de uma estratégia da direita: o medo.

Ao inventar declarações e semear o temor entre os que são beneficiados por suas diversas bolsas, o governo espera que Dilma finalmente cresça nas pesquisas.

A oposição que por oito anos pouco fez, vai tentar vender um Serra competente, sério, gestor e responsável com os recursos públicos.

No entanto, Serra e Dilma possuem algum em comum: ambos são absolutamente antipáticos o que em política pode ser decisivo no contexto de uma eleição.

O PSDB teve o seu mensalão. Houve compra de votos para a emenda da reeleição e muitos atropelos no Congresso para a aprovação de medidas de seu interesse.

O PT repetiu o mensalão. Aliás, o aperfeiçoou.

Atropelou o Congresso e aparelhou a estrutura estatal. Empresas foram usadas politicamente como a Petrobras. O caixa-dois beneficiou todos os dez partidos da coalizão governista.

Na comparação entre quem fez mais e quem fez menos, o que percebemos é a fragilidade nos argumentos.

A sociedade precisa entender de uma vez que seus representantes eleitos têm a obrigação em realizar as obras necessárias, melhorar os serviços pelos quais pagamos impostos obscenos e lidar ética e moralmente com o dinheiro público.

Nada disso é favor.

No entanto, a mentira será a principal estratégia de ambos.

Através dela, a população será induzida a erros que beneficiam apenas aos políticos.

É fundamental que a sociedade se envolva no debate. Que a sociedade exija de seus políticos transparência e compromisso.

O debate político-ideológico interessa apenas àqueles que fazem da política uma forma de ganhar a vida.

O político profissional é hábil em transformar a realidade. Em nos fazer crer que o país está melhor. Que vivemos no primeiro mundo.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais, Estratégias e Políticas de Defesa e Terrorismo e contra-insurgência. Correio eletrônico: inforel@inforel.org

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