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Eleições: conveniência e oportunismo

Eleições: conveniência e oportunismo

Marcelo Rech

Nesta quinta-feira, 7, teremos o início da propaganda eleitoral gratuita para o segundo turno das eleições presidenciais.

Os dois candidatos finalistas miram o capital político de Marina Silva de quase 20 milhões de votos.

No entanto, não devemos nos iludir com mais e mais promessas.

Dilma Roussef está longe de ser uma defensora do meio ambiente ou da ética na política e José Serra acredita que o mundo gira entorno do próprio umbigo.

Será uma tremenda decepção ver Marina abraçada a qualquer um deles.

O segundo turno será marcado pela conveniência e o oportunismo.

Não teremos debate sério e muito menos, candidatos transparentes.

O político sério estaria analisando cuidadosamente os números.

Mais de 24 milhões de brasileiros não votaram. Quase dez milhões anularam ou votaram em branco.

Protestaram, deixaram claro que não se sentiam representados.

Somados àqueles que justificaram o voto, temos um contingente próximo aos 50 milhões. Isso num colégio eleitoral de 135 milhões de brasileiros.

Apesar da mensagem clara saída das urnas, os finalistas devem manter a postura artificial e o discurso fácil de saúde, emprego, educação e segurança.

Temas complexos e fundamentais continuarão à margem da agenda.

Reformas estruturantes só depois da formação do novo governo quando o (a) eleito (a) terá de mostrar excepcional habilidade na distribuição dos cargos.

Muito provavelmente, teremos um Legislativo ainda repleto de suplentes, pois deputados e senadores serão chamados a ocupar espaços nos âmbitos federal e estadual.

Apenas uma questão será urgente: a votação do Orçamento para 2012.

O Partido dos Trabalhadores fez maioria na Câmara e no Senado que é onde são dadas as cartas na política, mas o PMDB, não deixará barato o seu apoio à chapa de Dilma, ainda que ela naufrague no dia 31.

A oposição terá Aécio Neves como principal líder, um político moderno que fez mais de sete milhões de votos num estado onde o presidenciável do seu partido não apenas perdeu como fez minguados três milhões de votos.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel, especialista em Relações Internacionais, Estratégias e Políticas de Defesa e Terrorismo e Contra-insurgência. E-mail: inforel@inforel.org

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