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Em audiência conjunta, ministro Raul Jungmann destaca atuação de defesa e estratégia nacional

Brasília – A presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Bruna Furlan (SP), destacou a atuação do ministro da Defesa, Raul Jungmann, na coordenação entre as Forças Armadas e na viabilização orçamentária entre elas. O titular da pasta participou de audiência em conjunto com as comissões de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia, de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, de Seguridade Social e Família e de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

Bruna Furlan, autora de um dos requerimentos, pediu explicações sobre a estratégia brasileira de defesa nacional, falou do apreço e interesse pessoal pela valorização e modernização das Forças Armadas. “Conte com nosso empenho nos debates acerca da estrutura e viabilização no Ministério da Defesa”, afirmou.

Ela fez um breve relato das ações da comissão, ouvindo representantes da Marinha e da Força Aérea para compreender as necessidades de cada setor. No próximo dia 5 de julho, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, também será ouvido em reunião de audiência pública.

Entre as prioridades da Aeronáutica e da Marinha, ela citou, respectivamente, a necessidade de monitorar o espaço aéreo, a ênfase que deve ser dada ao programa espacial brasileiro; a exploração da chamada Amazônia Azul e a importância de reaparelhar a equipe do programa Antártico Brasileiro, o Pro-Antar. Bruna Furlan destacou ainda o relançamento da Frente Parlamentar de Apoio ao Programa Antártico Brasileiro, que recentemente concluiu a primeira etapa da nova base no continente Antártico.

Com especial carinho, Bruna falou sobre a visita que fez ao Haiti e a importância da atuação de excelência das Forças Armadas nas operações de paz da ONU. “Essa visita nos deu a dimensão da importância da ajuda humanitária e a extensão da cooperação técnica bilateral”, disse.

O ministro Jungmann adiantou que a última tropa brasileira deixa o Haiti em 31 de agosto. “Ao sairmos do Haiti, esta Casa será convidada a decidir aonde iremos”, disse ele. Ao longo de 13 anos de engajamento com o povo haitiano, o Brasil se tornou referência internacional em missão de sustentação de paz.

Segundo a deputada Bruna Furlan, a missão brasileira no âmbito das ações de estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), imprimiu a marca da paz, segurança e cordialidade num país devastado por guerras, furacões e conflitos. A deputada prestou homenagem a Zilda Arns, médica sanitarista que fundou a Pastoral da Criança, e morreu no Haiti, durante o terremoto de 2010. Também homenageou os 21 militares que morreram em missões de paz.

Raul Jungmann fez um relato sobre mudanças que estão sendo feitas para adequar o Ministério da Defesa ao atual orçamento e sobre os desafios nas diferentes frentes de atuação, notadamente o de repensar o papel de defesa e estratégia do Brasil. “É preciso continuar a ser operacional e ter capacidade de não ser ameaçado em função da capacidade de reagir a uma possível ameaça”, disse o ministro.

 

Ao responder aos deputados, ele falou sobre a vulnerabilidade do sistema de informação e dos avanços, a exemplo do lançamento do primeiro satélite brasileiro para defesa e comunicações estratégicas, em maio, pelo Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. “Além de permitir a comunicação estratégica, vai ampliar a oferta de banda larga, especialmente em áreas remotas”.

O ministro disse ainda ser o momento de repensar como combater o crime organizado, que segundo ele, se nacionalizou e internacionalizou. Ele cita o exemplo do PCC, que segundo dados Gaeco/SP, em 2014 tinha 3 mil membros presos. Dois anos depois, já chegava a 13 mil. Em 2016, havia 97 integrantes presos no Paraguai.

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