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26/10/2016
Diplomacia
31/10/2016

Integração

Em Cúpula CELAC – UE, presidente dominicano pede mais recursos para países em desenvolvimento

Brasília – O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, pediu na Cúpula CELAC – União Europeia, realizada em Santo Domingo, que os países desenvolvidos cumpram com o compromisso de destinar 0,7% do seu Produto Interno Bruto (PIB) à ajuda destinada aos países em desenvolvimento e entre 0,15% e 0,20% para os mais pobres.

Ao discursar para 26 ministros de Relações Exteriores e representantes das delegações latino-americanas, caribenhas e europeias, Medina pediu prioridade para uma maior coordenação birregional com o objetivo de reduzir a pobreza.

Segundo ele, “as cifras destinadas são insuficientes em relação às responsabilidades assumidas. Confio que estas jornadas sirvam para abordar em profundidade temas-chave como a mobilização de recursos, de maneira que possamos cumprir com essa meta desejada por todos, que é um mundo sem pobreza”, afirmou.

Ele também reiterou suas críticas quanto à concorrência desigual no comércio internacional, principalmente por meio de subsídios aos produtos agrícolas. Na sua avaliação, esse subsídio “não apenas supõe o uso questionável dos recursos públicos dos países mais desenvolvidos, como também constitui um obstáculo muitas vezes insuperável pelos nossos países”.

Para Danilo Medina, é preciso que o Fórum CELAC – UE discuta essa questão e que se encontrem formas de viabilizar uma maior abertura do mercado europeu para os produtos latino-americanos e caribenhos.

“Acredito que devemos rediscutir o enorme potencial que o comércio tem como mecanismo criador de riqueza e empregos e para aproveitarmos este potencial, devemos assegurar as regras que nos permitam competir em igualdade de condições”, explicou o presidente.

Por fim, pediu que o financiamento de programas de adaptação às mudanças climáticas seja considerado um elemento estratégico nas relações entre a União Europeia e a América Latina e o Caribe.

Criada a Fundação União Europeia – América Latina e Caribe

Por ocasião da Cúpula CELAC – UE realizada na República Dominicana, os chanceleres das duas regiões firmaram nesta terça-feira, 25, a ata de criação da Fundação União Europeia – América Latina e Caribe (EU – LAC), espaço que irá fomentar a transferência de conhecimentos e a coesão social entre os 28 estados europeus e os 33 membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.

A Fundação EU – LAC vem sendo estruturada desde 2011 e será conduzida pelo ex-presidente dominicano Leonel Fernández, cujo objetivo principal é fortalecer os vínculos birregionais com o envolvimento da sociedade civil, do setor empresarial e do mundo acadêmico, nas discussões entre as duas regiões.

Segundo Leonel Fernández, “com a finalidade de construir uma espécie de ponte entre estas cúpulas, a sociedade civil e outros atores importantes é que se criou a Fundação EU – LAC, como uma organização da sociedade civil juridicamente concebida de caráter internacional e intergovernamental”.

A Fundação EU – LAC promove seminários, temas relacionadas às cúpulas, conferências e edita publicações, além de estimular programas birregionais e intercâmbios. Pela América Latina e o Caribe, integram o bloco, Antígua e Barbuda, Brasil, Equador, Honduras, Peru, Trinidade e Tobago, Argentina, Chile, El Salvador, Jamaica, Uruguai, Bahamas, Colômbia, Granada, México, São Cristóval e Neves, Venezuela, Barbados, Costa Rica, Guatemala, Nicarágua, Santa Lucia, Belize, Cuba, Guiana, Panamá, São Vicente e Granadinas, Bolívia, Dominica, Haiti, Paraguai, Suriname e República Dominicana.

Pela União Europeia, Alemanha, Dinamarca, França, Lituânia, Reino Unido, Áustria, Eslováquia, Grécia, Luxemburgo, República Checa, Bélgica, Eslovênia, Hungria, Malta, Romênia, Bulgária, Espanha, Irlanda, Países Baixos, Suécia, Chipre, Estônia, Itália, Polônia, Croácia, Finlândia, Letônia e Portugal.

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