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Embaixador cobra agressividade do Brasil nas negoc

Embaixador cobra agressividade do Brasil nas negociações com a China

O embaixador brasileiro na China, Luiz Augusto de Castro Neves, disse, em reunião com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que o Brasil precisa ser mais “agressivo” com o mercado chinês para fortalecer o comércio bilateral.

Castro Neves explicou que a estratégia da China de governar a longo prazo justifica seu crescimento nos últimos 25 anos à média de 9,3%, ante 2,3% do crescimento brasileiro na última década. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês de US$ 2,2 trilhões corresponde a 4% do PIB mundial.

De acordo com o embaixador, apesar de sua forte expansão econômica, a China não pode ser vista como uma ameaça ao Brasil. Na sua opinião, “se aquele país não fosse tão rentável, não teria US$ 61 bilhões em investimentos estrangeiros”.

Castro Neves destacou o interesse da China em integrar à Organização Mundial de Comércio (OMC), em 2001, como forma de praticar a correta inserção no mercado mundial.

Ele defendeu uma maior coordenação do Brasil com a China nas negociações comerciais e preferiu não opinar sobre a possibilidade de o Brasil endurecer as relações com a China e vender mais caro os produtos mais sensíveis ao país.

O Brasil exporta soja e minério de ferro para a China, que vende produtos de alto valor agregado. “Estamos na iminência de conseguir a abertura do mercado chinês para carne e outros produtos alimentícios processados, o que impulsionará as nossas exportações”, revelou Castro Neves.

Para ele, o Brasil tem uma excelente oportunidade para fortalecer o comércio com o setor de alimentos, que deixou de ser auto-suficiente devido ao forte êxodo rural, da enorme população e da grande extensão de terras improdutivas. “O Brasil é um dos países mais preparados para atender esta demanda”, afirmou.

No começo de 2006, Brasil e China assinaram um Memorando de Entendimento que estabeleceu mecanismos para trocas de informações e monitoramento do comércio bilateral.O documento corrige distorções nas relações entre Brasil e China, estabelecidas pelo Memorando de Entendimento de novembro de 2004, no qual o governo brasileiro reconheceu a China como economia de mercado.

A decisão contrariou a Fiesp. “O incremento do déficit no comércio de bens industriais, associado a práticas desleais de comércio, justifica a posição da entidade”, afirmou Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Relações Internacionais e de Comércio Exterior (Derex) da entidade.

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