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Infraestrutura

Embaixador do Brasil na Arábia Saudita destaca negócios de US$ 400 bilhões

Brasília – O diplomata Flávio Marega, sabatinado e aprovado pelo Senado para ocupar o posto de embaixador do Brasil na Arábia Saudita, afirmou que empresas brasileiras poderão participar de programa de ampliação da infraestrutura saudita avaliado em US$ 400 bilhões. Segundo ele, os projetos de infraestrutura são financiados pelas exportações de petróleo e a Arábia Saudita é o maior produtor e exportador mundial da commodity.

Marega irá substituir o embaixador Sérgio Luiz Canaes, que assumirá a embaixada brasileira na Sérvia. Ele acumulará o cargo de embaixador não residente no Iêmen.

A Arábia Saudita é o maior destino das exportações brasileiras no mundo árabe. No ano passado, as exportações brasileiras renderam mais de US$ 3 bilhões, ao passo que as importações somaram US$ 3,2 bilhões.

De janeiro a agosto de 2013, os embarques aos sauditas chegaram a quase US$ 1,9 bilhão, uma redução de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as compras brasileiras do país árabe ficaram em US$ 2,51 bilhões, um crescimento de 17% na mesma comparação.

De acordo com o Itamaraty, os principais itens vendidos pelo Brasil aos sauditas de janeiro a agosto deste ano foram carne de frango, soja, açúcar, minério de ferro e milho. Na outra mão, os produtos que o País mais comprou foram petróleo bruto, querosene de aviação, enxofre, polipropileno e polietileno.

O ministério das Relações Exteriores também lembra que o valor das exportações brasileiras sofreu impacto negativo do embargo imposto pelos sauditas à carne bovina nacional, após a divulgação, em dezembro do ano passado, da identificação do agente causador do mal da vaca louca num animal do rebanho paranaense morto em 2010. O bovino, no entanto, não morreu por causa da doença e não chegou a desenvolvê-la.

Após o episódio, a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) manteve a classificação do Brasil como de “risco insignificante” para a ocorrência da doença, ressaltando que os produtos brasileiros não oferecem perigo aos consumidores.

No entanto, além da Arábia Saudita, outros países árabes ainda mantém o embargo, como é o caso do Iraque.

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