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Embaixador do Brasil na Colômbia exalta relações e

Embaixador do Brasil na Colômbia exalta relações entre os dois países

Bogotá – O embaixador do Brasil na Colômbia, Valdemar Carneiro Leão, não está autorizado pelo Itamaraty para falar sobre as Farc ou de qualquer participação do Brasil neste tema. Ele prefere exaltar o momento político vivido pelos dois países.

Carneiro Leão reconheceu que “tudo na Colômbia é muito perigoso. Quando achamos que estamos entendendo algo, vemos que era todo o contrário. O país está em guerra e o Brasil tem o cuidado por não se meter num assunto que é interno. Nas vezes em que estive com o chanceler Araújo, expliquei essa postura”, afirmou o diplomata.

O embaixador avaliou como positiva a receptividade da Colômbia à atuação do Brasil quando do conflito com o Equador.

“Pode parecer contraditório, mas o Brasil condenou o bombardeio colombiano e nós recebemos agradecimentos pela atuação do país desde Brasília e na OEA”, revelou o embaixador.

Ele afirmou que trabalha para reduzir o desequilíbrio comercial entre os dois países. Enquanto o Brasil vende US$ 2,4 bilhões, compra apenas US$ 420 milhões.

“Entretanto, os colombianos sabem que por mais esforços que façamos, não vamos comprar flores ou carnes da Colômbia. O presidente Uribe tem grande interesse em que a Vale do Rio Doce atue na Colômbia, assim como a Camargo Correa que esta construindo rodovias no país. Outras empresas devem vir para obras como ferrovias e o metrô de Bogotá. A Petrobras e a Embraer estão firmes no país e ainda farão ótimos negócios em breve. Empresas regionais de aviação como a AeroRepública devem fechar a compra de aviões EMB 190 e a Satena que já opera o EMB 145, pretende ampliar a frota”, explicou.

O embaixador reconheceu ainda que o Brasil torce muito pela aprovação do TLC com os Estados Unidos.

“Seguramente o Brasil quer isso. Podemos usar a Colômbia como plataforma para o mercado dos Estados Unidos. É com esse argumento que temos animado empresas brasileiras a investirem na Colômbia. O país está mais seguro”, avaliou o embaixador brasileiro.

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