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Embaixador dos EUA destaca Economia Digital como fator de recuperação brasileira

Brasília – O momento atual para o Brasil discutir a economia digital é mais do que importante para sua recuperação econômica uma vez que o ritmo da inovação cresce a uma velocidade sem precedentes, revolucionando não apenas a maneira como nos comunicamos mas como fazemos negócios. E porque o Brasil é um dos cinco principais mercados para as maiores empresas de tecnologia do mundo, como Facebook, Netfix ou Salesforce.

A opinião é de Michael McKinley, Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, que abordou o tema durante a Conferência sobre Economia Digital Brasil – Estados Unidos, realizado na quinta-feira, 26, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o governo dos Estados Unidos.

Coordenado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, o evento reuniu líderes dos setores público e privado para a discussão sobre o futuro da economia digital, suas oportunidades, desafios, competitividade e processos regulatórios, além dos impactos de sua implementação nas indústrias.

Para o embaixador norte-americano, o Brasil não é apenas um dos cinco principais mercados como também apresenta enorme potencial de crescimento, já que apenas 60% da população brasileira está online atualmente. “Além de aumentar o investimento e acesso à internet, as tecnologias inovadoras podem elevar a produtividade. Hoje, setores inteiros estão se transformando e à medida que se tornam mais produtivos novas questões surge sobre o futuro do trabalho”, afirmou.

Holly Vineyard, primeira subscretária adjunta do Departamento de Comércio dos Estados Unidos lembrou que a economia digital é a economia mundial, reforçando a importância do encontro entre os dois países, a troca de experiências e a parceria com o Brasil para o desenvolvimento de uma regulação adequada para a economia digital. Também falou do potencial brasileiro dentro da tecnologia digital. Mario Marcolini, diretor-titular adjunto do Derex. ratificou a ideia dizendo que a economia digital talvez seja a mais importante hoje mundialmente e admite o atraso do Brasil em relação a sua implementação. Hoje, os fluxos digitais representem 10% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, estimados em US$ 7,8 trilhões.

No Brasil, perto de 48 milhões já fizeram ao menos uma compra virtual. Estamos falando de compras digitais de R$ 44 bilhões, ou 4% do varejo brasileiro, montante ainda muito baixo se comparado a outros países.

O embaixador Mackinley lembrou que as inovações são inevitáveis e as politicas que escolhermos agora terão impacto significativo no crescimento da economia digital entre as principais economias, E, mais uma vez, citou o Brasil com destaque; “Entre as principais economias do mundo onde se prevê um grande crescimento da economia digital até 2020, o Brasil aparece em 5º lugar.

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