Brasília, 12 de dezembro de 2018 - 04h35

Geopolítica

19 de maro de 2015
por: InfoRel
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Brasília – O futuro embaixador do Brasil no Paquistão, Claudio Raja Gabaglia Lins, destacou nesta quinta-feira, 19, a cooperação em Inteligência mantida pela ABIN com os serviços secretos paquistaneses. Segundo ele, “altamente qualificados e preparados”. Em sabatina no Senado, Lins reconheceu que o fluxo de comércio e investimentos ainda é muito baixo entre os dois países.



Ao discorrer sobre a cooperação na área de Inteligência e Defesa, o diplomata destacou a posição estratégica do Paquistão no cenário internacional – como corredor para escoamento do gás da Rússia e do comércio com a China – e ainda pela avançada tecnologia nuclear e ações contra o terrorismo.



Sobre o comércio bilateral, afirmou que há um enorme potencial para os empresários brasileiros nas áreas de energia hidrelétrica, biocombustíveis, defesa, construção civil e cadeia de produção de carne de frango. “Embora distante, o Brasil pode ser a maior porta de acesso para a América do Sul de que dispõe o Paquistão”, afirmou.



Brasil e Paquistão mantêm relações diplomáticas desde a inauguração da Embaixada do Brasil na primeira capital do país, a cidade de Karachi, em 1951. O Paquistão, por sua vez, instalou sua Embaixada no Rio de Janeiro, em 1952. Vale registrar que o Brasil prestou ajuda humanitária ao Paquistão por ocasião das enchentes que assolaram o país em 2010, no valor de US$ 1,2 milhão.



Há cerca de 60 brasileiros no Paquistão, dos quais a maior parte é composta por mulheres casadas com paquistaneses. Há também funcionários brasileiros de organismos internacionais e organizações não-governamentais. No Paquistão há, ainda, cônsules honorários do Brasil, em Karachi, Lahore e Peshawar, capitais das províncias do Sindh, Punjab e Khyber Pakhtukhwa.



Relações bilaterais



De acordo com o Itamaraty, o comércio entre Brasil e Paquistão é variável, mas tem-se mantido em níveis abaixo do potencial dos dois países. O Brasil ainda mantém a posição, contudo, de maior parceiro comercial do Paquistão na América Latina.



O auge do intercâmbio foi atingido em 2010 (US$ 396,5 milhões). Em 2011, houve queda para US$ 257,2 milhões; em 2012, aumento para US$ 285,2 milhões; e, em 2013, nova queda, totalizando US$ 233 milhões. Os principais produtos exportados pelo Brasil no ano passado foram algodão (32,9% da pauta), plásticos (10,3%), armas e munições (10,1%) e máquinas mecânicas (8,3%).



Os principais produtos importados pelo Brasil foram algodão (28,5% da pauta), outros têxteis confeccionados (12,7%), vestuário (12,3%) e vestuário de malha (10,6%). Contudo, há grande espaço para incrementar a pauta bilateral.



Estudo realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEXBrasil) indicou como produtos com potencial para se consolidarem no mercado paquistanês a carne de frango, o suco de laranja congelado, chá-mate e especiarias, produtos cerâmicos, geradores e aparelhos produtores de energia, e máquinas e produtos mecânicos.



Além disso, há ainda a possibilidade de compra do cargueiro KC-390 da Embraer por parte da Força Aérea Paquistanesa.



A Embaixada do Brasil em Islamabad também tem sido procurada por empresários interessados em adquirir equipamentos brasileiros para produção de biocombustíveis.



O Brasil considera também a existência de potencial para o comércio triangular entre Brasil e Paquistão via Emirados Árabes Unidos e China. Segundo afirmou o Secretário do Comércio do Paquistão, pelas suas estimativas, o comércio triangular provavelmente ultrapassa em valor o comércio direto, o que poderia ser confirmado pelo grande número de produtos brasileiros disponíveis no Paquistão que entram com certificado de origem de Dubai.



O ministério das Relações Exteriores informou que tal desvio poderia ser desfeito com uma maior interação entre as comunidades empresariais dos dois países. Nesse sentido, constituiu medida importante o acordo, adotado no ano passado, para a extensão da validade dos vistos para empresários para até cinco anos.



Em 2008, o Brasil aprovou a venda de 100 mísseis anti-radiação MAR-1 para o Paquistão, apesar da grande pressão da Índia sobre o país. O valor do contrato chegou aos R$ 1,250 bilhão e o Paquistão começou a integrar os 100 mísseis anti-radiação MAR-1, fabricado pela Mectron, nos seus jatos de combate JF-17 Thunder e Dassault Mirage III e V.


Assuntos estratégicos

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