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Embraer começa a modernizar 53 jatos AMX da FAB

Embraer começa a modernizar 53 jatos AMX da FAB

Na sexta-feira, 31, a Embraer recebeu o primeiro dos jatos AMX da Força Aérea Brasileira (FAB) que serão modernizados com sistemas e atualização tecnológica. O projeto de modernização dos jatos AMX, designados A-1 pela FAB, vai garantir mais 20 anos a frota de 53 jatos de combate, fabricados pela empresa entre 1989 e 2000.

De acordo com a Embraer, a atualização do AMX incorporará o que há de mais atual em tecnologia para sistemas aviônicos, de armamento e sensores, sendo boa parte dos componentes utilizados fabricados no Brasil. Desta forma, o AMX atingirá o patamar operacional dos mais avançados aviões de combate disponíveis no mercado.

Para a Embraer, a modernização dos AMX é de suma importância não apenas para a FAB, mas também para toda a indústria aeronáutica e a própria Embraer.

Segundo o Brigadeiro Nôro, Subdiretor de Desenvolvimento e Programas (SDDP) e Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), “o AMX é o diferencial pró-Brasil na América do Sul, graças à capacidade operacional obtida em cumprimento aos requisitos estabelecidos nas décadas de 70 e 80. A atualização tecnológica do avião visa a introduzir novas capacidades, que o levarão ao cumprimento pleno da sua missão nos próximos 20 anos.

O AMX

O AMX é um jato de ataque ar-superfície, empregado também em missões de reconhecimento aéreo. Em 1977, a Força Aérea Italiana efetuou uma licitação para desenvolvimento de um caça-bombardeiro. As empresas Aeritalia, atualmente denominada Alenia Aeronáutica, e Aermacchi, ambas italianas, fizeram uma proposta conjunta, iniciando os trabalhos em abril de 1978.

Em março de 1981, os governos italiano e brasileiro concluíram um acordo de requerimentos conjuntos para as aeronaves e a Embraer foi convidada a se juntar ao programa. Assim nasceu o AMX, projetado, desenvolvido e produzido por um consórcio formado pelas três empresas.

Os primeiros exemplares foram entregues à FAB e à Força Aérea Italiana em 1989. Nos onze anos seguintes, até 2000, cerca de 200 aviões deste tipo foram produzidos. Os esquadrões italianos de AMX voaram 252 missões de combate na guerra do Kosovo, na Sérvia, em 1999, como parte da Operação Allied Force, sem nenhuma aeronave perdida.

No Brasil, o A-1 é operado pelo primeiro e terceiro esquadrões do décimo Grupo de Aviação (1º/10º GAv – Esquadrão Poker e 3º/10º GAv – Esquadrão Centauro, respectivamente), ambos sediados na Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e pelo 1º/16º GAv – Esquadrão Adelphi, sediado na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

A Embraer destaca que dentre os principais benefícios da modernização dos jatos AMX da FAB, estão a geração de tecnologia na área de integração de sistemas aviônicos de última geração e desenvolvimento de software embarcado no Brasil, beneficiando-se do conhecimento adquirido nos projetos AL-X (Embraer A-29 Super Tucano) e F-5BR (Northrop F-5 Tiger II); autonomia, no Brasil, para a integração de novos sistemas e sensores, bem como suporte logístico local; consolidação do parque de empresas aeronáuticas voltadas para eletrônica de defesa; manutenção e ampliação da capacidade tecnológica da Embraer para desenvolver novos produtos para o Ministério da Defesa, gerando possibilidades de exportação; aumento da confiabilidade e disponibilidade atual da frota e incremento da capacidade operacional; redução da obsolescência de equipamentos, sistemas e tecnologias; independência na manutenção da frota, em relação aos fornecedores externos, uma vez que o país passará a deter controle total sobre o software operacional; extensão da operação efetiva das aeronaves AMX por mais 20 anos.

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