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Corrida Armamentista

Embraer vende para Colômbia e Venezuela

A Embraer pode até ter perdido a licitação do programa FX, mas a compensação não demorou a vir. Graças a mediação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a empresa participa de uma concorrência na Colômbia e deve fechar a venda de 24 Super Tucanos à Venezuela, mesmo avião que participa da licitação da Força Aérea Colombiana.

Depois dos resultados positivos anunciados na semana passada, a empresa pretende entrar de vez no mercado de Defesa, com o fornecimento de aeronaves de combate não apenas para países vizinhos, mas para a própria Força Aérea Brasileira.

Os aviões F-5 BR estão sendo revitalizados e deverá substituir os atuais Mirages, de superioridade aérea, que deixarão de operar em 31 de dezembro deste ano.

Agora, a União Européia e os Estados Unidos, pretendem colocar Brasil e Canadá, frente-a-frente, para discutirem um futuro acordo sobre subsídios à produção de aeronaves. A Bombardier seria a principal rival da Embraer no mercado internacional.

Será preciso, no entanto, que União Européia e Estados Unidos fechem um acordo bilateral até 11 de abril, para só depois, chamarem Brasil e Canadá.

A Embraer está entre as quatro principais companhias do mundo na produção de jatos e não descarta recorrer mais uma vez à OMC, denunciando a Bombardier por práticas de subsídios. Especula-se que o governo canadense estaria disposto a financiar a produção de um novo jato que concorreria com a Embraer.

Além do Super Tucano, o governo da Venezuela já encomendou 12 caças bombardeiros AMX-T. O contrato total com o Brasil pode chegar a US$ 300 milhões. Hugo Chávez faz questão de obter as versões que utilizam a mesma plataforma civil do jato EMB-145.

Os aviões que a Embraer está negociando com a Venezuela têm capacidade de voar até oito horas sem pousar e também são utilizados pela FAB. A empresa também estuda parcerias e contratos com países da África, Ásia e Europa.

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