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25/06/2014

Investimentos

Empresários brasileiros buscam oportunidades no Equador

Brasília – O ministro coordenador de Setores Estratégicos do Equador, Rafael Bonilla, apresentou as oportunidades de investimentos naquele país durante encontro realizado pela Câmara de Comércio Equatoriano-Brasileira, realizado em Quito no final da semana passada.

Segundo ele, o Equador conta com uma economia em crescimento que se desenvolve dentro de um sistema de estabilidade política e social sólido. De acordo com Bonilla, “isso é resultado dos grandes investimentos e transformações empreendidas nos últimos sete anos”. Ele lembrou que mais de uma dezena de empresas brasileiras atuam no Equador em diferentes projetos, especialmente aqueles relacionados com a mudança da sua matriz energética.

Além disso, destacou que vários são os fatores que posicionam competitivamente o Equador na região, como sua localização para o comércio global na Costa do Pacífico da América do Sul e a malha de portos e rodovias que convertem o país num ponto estratégico de comércio e produção, sobretudo nas chamadas Zonas Especiais de Desenvolvimento Econômico (ZEDES).

Estes últimos espaços buscam gerar novos investimentos, melhorar o encadeamento produtivo e otimizar tempos e custos para se fazer negócios, como é o caso do Complexo Petroquímico para a Refinaria do Pacífico e a Universidade de Pesquisa de Tecnologia Experimental YACHAY.

“Nosso desafio em relação aos setores estratégicos é o aproveitamento responsável dos recursos naturais e o desenvolvimento das indústrias básicas”, afirmou. Ele destacou que os setores estratégicos contam com um Catálogo de Investimento que mostra as oportunidades nos setores de hidrocarbonetos, hídrico, elétrico e mineiro.

Na avaliação do governo equatoriano, estes setores são atrativos por sua competitividade frente a outros países da região. Neste sentido, o ministro apresentou o Plano Estratégico de Indústrias Básicas desenvolvido pelo Estado, cujo objetivo é industrializar os recursos provenientes das fontes minerais, florestais e hidrocarbonetos, desenvolvendo indústrias básicas em alumínio, cobre, aço, estaleiros e petroquímica, enfocadas na geração de empregos de qualidade, substituição de importações, incremento de exportações, transferência tecnológica e a implementação de polos de desenvolvimento, para o qual o Plano contempla a busca por sócios estratégicos que participem ativamente do projeto.

Já o presidente da Câmara de Comércio Equatoriano-Brasileira, Diego Villagómez, deixou claro que o principal objetivo da instituição é aportar recursos para o Equador por meio de investimentos estrangeiros.

Por outro lado, o embaixador do Brasil em Quito, Fernando Simas Magalhães, explicou que as atividades produtivas e protocolares de ambos países são fortes e estão direcionadas ao desenvolvimento de projetos produtivos em especial aqueles relacionados com a ZEDES.

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