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23/05/2005
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23/05/2005

Comércio Exterior

Empresários brasileiros participam de comitiva à Coréia do Sul e Japão

Nesta terça-feira, a delegação brasileira de empresários que acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Coréia do Sul, participam de almoço com representantes da Korean Federation of Industries, a CNI coreana.

Também está previsto um café da manhã entre empresários brasileiros, coreanos e japoneses com o presidente brasileiro, em Seul e Tóquio, respectivamente nos dias 24 e 27 de maio.

Tanto o governo como os empresários querem apresentar o Brasil como um pólo importante na atração de novos investimentos estrangeiros, além de ampliarem o comércio com os países asiáticos.

Há uma expectativa de que sejam assinados, nos dois países, contratos empresariais no valor de US$ 1,5 bilhão nas áreas de energia e infra-estrutura.

Nesta terça-feira, acontecem workshops setoriais das áreas de alimentos processados e tecnologia da informação em Seul, seguidos de rodadas de negócios.

No mesmo dia será realizado o seminário “Brasil-Coréia: Oportunidades de Investimentos”. A programação prevê a assinatura de acordos entre os dois países, no final do dia.

Na sexta-feira, em Tóquio, acontecerá a 11ª Reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Brasil – Japão. O vice-presidente da CNI, José de Freitas Mascarenhas, fará a palestra de abertura da reunião, juntamente com o vice-presidente da Nippon Keidanren [a CNI japonesa], Taizo Nishimuro, que preside a Toshiba Corporation.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria [CNI], o comércio bilateral entre Brasil e Japão vem passando por um período de relativa estagnação.

A participação do Japão no fluxo comercial brasileiro decresce desde a década de 80. O comércio bilateral está baseado na exportação de produtos básicos e semimanufaturados, principalmente minerais.

Para a CNI, o comércio entre os dois países precisa ser estimulado a partir do investimento direto japonês no Brasil. As exportações brasileiras para o Japão chegaram a responder por 8% do total exportado pelo país, no início dos anos 90, mas, em 2003, esse percentual foi de apenas 3,2%.

No que se refere às importações brasileiras, a participação do Japão como país de origem caiu de 7,2% para 5,2% entre 1990 e 2003. Um dos fatores determinantes da perda de importância comercial do Japão para o Brasil foi o dinamismo do comércio com a América Latina, sobretudo com os parceiros do Mercosul, e com os Estados Unidos.

Os empresários dos dois países também pretendem discutir medidas sanitárias e fitossanitárias que podem restringir o acesso de produtos brasileiros àquele país.

Entre outros temas, japoneses e brasileiros discutirão ainda “Mecanismos e políticas de Incentivo ao Comércio e aos Investimentos”, “Desenvolvimento de Negócios no Brasil e Oportunidades de Investimentos” e “Viabilidade de Parceria Econômica entre Brasil e Japão”.

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