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15/07/2015
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17/07/2015

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Empresários discutem avanços da integração das cadeias produtivas do Mercosul

Belo Horizonte – Os avanços na integração de cadeias produtivas do Mercosul foram discutidos no primeiro dia de realização do V Fórum Empresarial do bloco. O evento está sendo realizado em Belo Horizonte até esta quinta-feira, 16, e conta com representantes do Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Venezuela e outros países da América do Sul.

O secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Carlos Gadelha, disse que a integração das cadeias produtivas é atualmente o tema mais ambicioso do Mercosul. "Integração produtiva pressupõe novas formas de competir com o mundo", afirmou.

Também participaram das discussões o alto representante-geral do Mercosul, Florisvaldo Fier; o gerente de Assuntos de Comércio Exterior da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Eder da Silva; e o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synesio Baptista.

O grande case apresentado foi o do setor de brinquedos, que conseguiu, nos últimos anos, aumentar a participação no mercado doméstico em relação à China. "Quando começamos a trabalhar regionalmente a China tinha 70% do mercado. Agora o produto fabricado no Mercosul já responde por 51% do consumo", disse Synesio Baptista.

O setor de brinquedos, segundo Synesio, não demite há mais de quatro anos. "No ano passado, nós criamos 1,2 mil novas vagas no Mercosul", comemorou. Ele disse que, em média, crianças do bloco ganham sete brinquedos por ano.

O Mercosul tem 75 milhões de crianças, consome R$ 5,5 bilhões por ano em brinquedos e é o quinto maior mercado infantil do mundo. Synesio explicou que a segunda maior fábrica de brinquedos fora da China está instalada no Paraguai e que o Uruguai investe na formação de designers.

Para Eder da Silva a integração produtiva da indústria química permitiu que o Brasil se estabelecesse como sexto maior produtor mundial de  químicos. A cadeia é muito longa e exige altos investimentos.

"Para a indústria química é fundamental planejamentos de médio e longo prazos, principalmente quando se pensa nos setores petroquímico e de gás, dois importantes mercados do Mercosul", explicou.

Já o alto representante do bloco, Florisvaldo Fier, que mediou as conversas, reforçou que crise no Mercosul se supera com mais Mercosul.

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