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16/10/2007
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Empresários querem a Venezuela no Mercosul

Empresários querem a Venezuela no Mercosul

Nesta terça-feira, cerca de 50 empresários ligados à Câmara Venezuelana – Brasileira de Comércio e Indústria, defenderam no Congresso, a aprovação do protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul.

O texto com o parecer favorável do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), será votado no dia 24 na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (CREDN).

Liderados pelo presidente da entidade, José Francisco Fonseca Marcondes Neto, os empresários estiveram com os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, o interino Tião Vianna (PT-AC), a quem entregaram um documento firmado por representantes de várias empresas e indústrias das regiões norte e nordeste.

Se aprovado na CREDN, o texto ainda será submetido à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e ao Plenário da Câmara antes de seguir para o Senado.

De acordo com Dr. Rosinha, menos de 1% dos empresários brasileiros são contrários ao ingresso da Venezuela ao bloco.

No Senado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), afirmou após receber o embaixador dos Estados Unidos, Clifford M. Sobel, que a aprovação do acordo naquela Casa depende do cumprimento de questões técnicas por parte da Venezuela.

De acordo com o senador, o tema não deve ser politizado, mas a Venezuela deve resolver as questões tarifárias pendentes, além de garantir o funcionamento das instituições democráticas. Mercosul foi um dos temas tratados pelo embaixador norte-americano.

Críticas

O primeiro compromisso dos empresários foi com o presidente interino do Senado, Tião Vianna que em setembro teve de se retratar das críticas dirigidas ao presidente Hugo Chávez.

Na ocasião, Vianna reagiu duramente ao ser informado que o presidente venezuelano voltara a criticar o Senado antes do encontro com Lula em Manaus (AM), o que não aconteceu.

Vianna afirmou que apóia o ingresso da Venezuela ao Mercosul e que fará todo o possível para que o acordo seja aprovado.

Aos presidentes da Câmara e do Senado, José Francisco Marcondes Neto, destacou que a adesão da Venezuela vai ajudar a reduzir uma série de barreiras alfandegárias, além de facilitar pagamentos e negociações entre os dois países, incrementando o comércio.

De acordo com Marcondes Neto, entre os estados do Norte e Nordeste, o Amazonas é o que mantém relação comercial mais intensa com a Venezuela, seguido por Bahia, Pará e Roraima. Ele afirmou que o volume de comércio entre Brasil e Venezuela é de US$ 4,5 bilhões e deve ultrapassar os US$ 4,8 bilhões em 2007.

Ex-presidente da Câmara e ex-ministro do governo Lula, Aldo Rebelo explicou que o Mercosul só terá papel significativo para essas regiões se a Venezuela foi integrada plenamente.

Embora reconheça que as declarações do presidente Chávez que acusou o Senado de agir de acordo com os interesses norte-americanos, tenham criado um clima ruim no Congresso, Rebelo lembrou que o protocolo prevê o ingresso de uma nação soberana e não de um governo.

Arlindo Chinaglia também defendeu a adesão da Venezuela ao Mercosul e afirmou que a postura do presidente Hugo Chávez ou o fechamento do canal de televisão RCTV não têm relação com os trabalhos que o Congresso deve realizar em relação ao tratado.

Em junho, Arlindo Chinaglia classificou de levianas e irresponsáveis as declarações de Chávez sobre o Congresso brasileiro. Faltou dizer que o tratado permaneceu quatro meses parado numa comissão que já nem deveria existir a partir da criação do Parlamento do Mercosul.

Aldo Rebelo também destacou que os interesses econômicos e comerciais entre os dois países e a América do Sul são mais importantes que disputas políticas.

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