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Empresários querem ampliar negócios com a Índia

Empresários querem ampliar negócios com a Índia

Entre os dias 3 e 5 de junho, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, coordenará uma delegação de 116 empresários de 66 empresas, que acompanharão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita oficial à Índia.

De acordo com a CNI, o objetivo dos empresários é estabelecer novas oportunidades de comércio bilateral entre Brasil e Índia. Em 2006, a corrente de comércio (exportações mais importações) foi de US$ 2,412 bilhões, um aumento de 3,07% ante o ano anterior, quando o valor total do comércio havia sido de US$ 2,340 bilhões.

Os empresários estão preocupados em aumentar as exportações brasileiras, que caíram 17,5% de 2005 (US$ 1,137 bilhões) para 2006 (US$ 937 milhões). Armando Monteiro Neto explicou que os empresários brasileiros querem conhecer o mercado, estudar os setores de interesse, criar relacionamento e, se possível, fechar contratos de negócios.

Para o gerente executivo de comércio exterior da CNI, José Frederico Álvares, “os empresários vão para uma atividade de prospecção, para buscar aproximação com as empresas indianas”.

Na oportunidade será criado o Conselho Empresarial Brasil-Índia. De acordo com Álvares, as negociações estão avançadas e contam com participação dos empresários dos dois países e dos governos. “O Conselho pode ser um foro importante para captar os interesses comerciais dos empresários, dos industriais, para levá-los aos dois governos. Por isso que a formatação quadripartite é importante, para que a aproximação dos empresários com os governos seja facilitada”, afirmou.

A CNI elaborou um estudo denominado “As Relações Comerciais entre Brasil e Índia: Oportunidades para o Brasil“, que apontou a necessidade de maior redução das tarifas comerciais. Apesar do acordo comercial entre Índia e Mercosul, ele está longe do ideal. O estudo identificou que as preferências tarifárias garantidas pelo tratado são pequenas nos produtos de tarifas altas e mais substanciais naqueles em que as sobretaxas já são pequenas.

Além disso, sugere a retomada das negociações para que, no médio prazo, se alcance um acordo de livre-comércio entre o bloco sul-americano e os indianos. José Frederico Álvares explicou que “o Conselho Empresarial Brasil-Índia terá um importante papel nesse processo”.

Ele lembrou que a Índia é um país de economia de médio porte e de crescimento elevado, importadora de produtos nos quais o Brasil é competitivo. Por isso, um mercado prioritário para o Brasil.

A CNI informou ainda que os empresários brasileiros terão uma reunião de coordenação no dia 3, quando chegarão à Índia. No dia seguinte participarão do seminário Brasil – Índia: Uma Nova Fronteira para Oportunidades de Negócios (Brazil-India: A New Frontier for Business Opportunities) e de workshops setoriais de biocombustíveis, infra-estrutura, logística e tecnologia da informação.

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