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Integração Regional
24/01/2016
Política
24/01/2016

Integração Regional

Equador destaca diálogos extrarregionais da CELAC

Marcelo Rech, especial de Quito

O ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, destacou que os diálogos extrarregionais do bloco com China, Turquia, Rússia, Índia e União Européia, além da Agenda 2020, constituem o principal legado do país à frente da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), e que devem ser aprofundados a partir deste mês pela República Dominicana que assumirá a presidência pro tempore do bloco no dia 27.

Neste domingo, 24, teve início em Quito, a reunião de coordenadores nacionais que irão trabalhar até a próxima terça-feira, 26, na elaboração dos documentos que depois serão submetidos aos chanceleres e aos Chefes de Estado e de Governo que se reunirão em Mitad del Mundo, sede na União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), no dia 27, na IV Cúpula da CELAC.

Para Ricardo Patiño, a CELAC precisa avançar em sua institucionalidade e adotar a figura de um porta-voz, alguém que fale pelo bloco para que os diálogos extrarregionais sejam concluídos e as metas estabelecidas para a região, como a erradicação da pobreza, sejam alcançados de forma mais rápida e eficaz.

De acordo com o ministro, na terça, 26, os chanceleres revisarão os documentos aprovados pelos coordenadores nacionais e definirão a agenda para a quarta, 27, quando os Chefes de Estado e de Governo aprovarão a Declaração Política, o Plano de Ação para 2016 e ao menos 20 declarações especiais.

Patiño revelou que as declarações especiais contemplarão temas como migração, segurança alimentar, nutrição e erradicação da pobreza, mudanças climáticas, e desenvolvimento energético. Outros temas como a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas, o fim do embargo econômico norte-americano contra Cuba, e o fechamento da Base Militar dos Estados Unidos em Guantánamo, também deverão ser aprovadas no dia 27.

Ricardo Patiño confirmou a presença dos presidentes da Bolívia, Brasil, Costa Rica, Chile, Colômbia, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, México, Panamá, Peru, e República Dominicana. Argentina, Cuba, El Salvador e Uruguai serão representados por seus vice-presidentes. Bahamas, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas, pelos respectivos primeiros-ministros. Os demais países, por seus ministros de Relações Exteriores.

Também está confirmado que o presidente Rafael Correa manterá reuniões bilaterais que iniciam na terça-feira, 26, com a visita da presidente brasileira Dilma Rousseff e com o presidente da Costa Rica, Luis Guilherme Solís. Ele tinha previsto reunir-se com Mauricio Macri da Argentina que, por recomendações médicas, não virá ao Equador e será representado pela vice-presidente Gabriela Michetti.

Os chanceleres dos países que integram a UNASUL permanecem em Mitad del Mundo para a reunião extraordinária convocada pelo Secretário-Geral da entidade, Ernesto Samper Pizano. A UNASUL não informou que temas serão tratados no dia 28.

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