Relações Exteriores

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19/04/2010
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19/04/2010

Equador em campanha pela Unasul

Equador em campanha pela Unasul

O ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, visitará esta semana Bolívia, Paraguai e Venezuela com o propósito de alcançar a ratificação do Tratado Constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Na semana passada, Patiño esteve na Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

Não há confirmação, mas o chanceler deverá vir à Brasília antes da reunião da Unasul que será em Buenos Aires no dia 4 de maio.

Nos próximos dias ele conversa por telefone com os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Colômbia, Guiana e Suriname.

Na Argentina, a Unasul deverá eleger o ex-presidente Nestor Kirchner como Secretário-Geral da entidade, além de aprovar medidas de apoio à reconstrução do Chile e Haiti, discutir a situação política de Honduras, o diálogo com os Estados Unidos e a criação de um mecanismo de solução de controvérsias.

Conselho de Infra-estrutura

Na última sexta-feira, 16, em Quito, delegados dos 12 países que integram a Unasul, aprovaram uma proposta de regulamento para o futuro Conselho de Infra-estrutura e Planejamento da entidade.

O mecanismo pretende aperfeiçoar a integração através das obras públicas estratégicas na região. As regras serão novamente discutidas em junho em outra reunião no Equador.

Análise da Notícia

Marcelo Rech

Em agosto, o Equador entrega para a Guiana a Presidência Pro Tempore da Unasul. Até lá, quer deixar o caminho pavimentado para que a entidade não seja apenas mais uma.

Admirável o esforço realizado pelo país em busca da ratificação do Tratado Constitutivo. Somente quatro dos 12 países o fizeram.

O Brasil considera a Unasul uma prioridade na sua agenda de política externa, mas a ratificação do Tratado continua parada na Câmara dos Deputados.

Falta apenas ser aprovada simbolicamente pelo Plenário para seguir ao Senado Federal onde tramita em pelo menos uma comissão.

Para ser aprovada, basta vontade política.

No entanto, para o Itamaraty, mais importante que a Unasul é a aprovação dos 12 embaixadores brasileiros já indicados e que aguardam as respectivas sabatinas.

Desde fevereiro, apenas um nome foi aprovado, para a embaixada brasileira em Israel.

O governo também parece acomodado com a situação, principalmente se analisarmos que a Comissão de Relações Exteriores do Senado se reúne apenas uma vez por semana.

Possivelmente, o colegiado deve se reunir não mais que dez vezes até o final de junho. Depois, vem a Copa do Mundo e as eleições.

Nada mais será prioridade no Congresso.

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